Fazer a vida brilhar ainda mais!
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Fazer a vida brilhar ainda mais!

Dificuldades nos capacitam a polir a nossa vida

Com base no discurso do líder da SGI, Daisaku Ikeda, proferido na conferência de representantes da Divisão Feminina realizada em Tóquio, 25 de janeiro de 1998.


As dificuldades são para aprimorar a vida

Em um de seus escritos, Nichiren Daishonin emprega a seguinte analogia: “...a montanha dourada que brilha ainda mais quando arranhada por um javali”.


A história por trás dessa frase é que um javali se deparou com uma montanha dourada, mas não gostou de vê-la brilhando tão intensamente. Tentou apagar o brilho da montanha se esfregando nela. A pelagem do javali era dura e ele a arranhava com toda a força. Qual foi o resultado? Quanto mais força ele empregava para se esfregar na montanha, mais ela brilhava.


Essa história aparece no Tratado sobre a Grande Perfeição e Sabedoria, de Nagarjuna, e em Grande Concentração e Discernimento, de Tiantai.


Daishonin se refere a ela para nos ensinar que quanto mais impedimentos os praticantes do Sutra do Lótus encontram, mais intenso se torna o brilho de sua vida.


Os problemas em questão são os “três obstáculos e quatro maldades”. Não conseguimos atingir a iluminação sem lutar nem nos tornar buda sem experimentar as dificuldades e vencê-las, da mesma forma como não podemos nos graduar sem fazer os exames e sem ser aprovados.


Quanto mais obstáculos enfrentarmos, poderemos evidenciar um brilho ainda maior — isso também nos fornece uma lição importante na área do relacionamento humano.


Sofrimentos dos desejos mundanos são iluminação

Uma organização é uma reunião de todos os tipos de indivíduos. Deve haver alguns com quem talvez não seja fácil trabalhar. Às vezes, o comportamento dos outros pode, realmente, nos incomodar e nos aborrecer. Entretanto, tais fatos fazem com que a montanha dourada da nossa vida brilhe.


Se todos ao nosso redor fossem perfeitos, nunca cresceríamos. Trabalhar com pessoas com quem não nos damos bem é um modo de polir a nossa “montanha dourada”.


Honestamente, nós mesmos nem sempre nos comportamos tão admiravelmente quanto gostaríamos; então, como podemos esperar que os outros procedam do jeito que queremos? Ficar irritado com cada pequeno incidente não melhora nada nem muda a outra pessoa. Respirar fundo e pensar “Bem, ela é assim mesmo” é aceitar a outra pessoa com benevolência.


Daishonin afirma: “O quinto volume de Grande Concentração e Discernimento [de Tiantai] diz: ...como o mar que acolhe todos os rios, como o fogo que arde com mais intensidade quando a lenha é adicionada”.


Tiantai [estudioso do budismo] está dizendo que a razão de o mar ser tão vasto é o fato de diversos rios fluírem para ele e o mar aceitar todos.


Se rejeitasse um rio ou outro, não seria o mar imenso e vasto que é. Se rejeitarmos ou evitarmos as pessoas de quem não gostamos, não poderemos desenvolver um eu tão vasto e amplo como o oceano.


Tiantai diz também que quanto mais lenha acrescentamos ao fogo, mais forte ele arde. A lenha da infelicidade alimenta as chamas da felicidade. Por experimentarmos adversidades podemos conhecer a alegria. O budismo ensina que os sofrimentos dos desejos mundanos conduzem à iluminação. Os problemas nos capacitam a crescer. É por esse motivo que não existe algo como só felicidade ou felicidade incessante.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2. 302, 5 dez. 2015, p. B2
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