Há 50 anos Daisaku Ikeda visitava o Brasil pela segunda vez
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Há 50 anos Daisaku Ikeda visitava o Brasil pela segunda vez

Desde a sua primeira visita ao Brasil, em 1960, o número de famílias associadas à BSGI passara de 100 para 8 mil. Tamanha dedicação dos membros é um dos motivos de sua segunda visita. Durante os cinco dias que passou no país, Daisaku Ikeda permeneceu sob constante vigilância policial, já que vivíamos o clima do golpe militar de 1964. Ainda assim, o encontro com os companheiros do Brasil se transformou num novo ponto de partida na história da organização.

Cinquenta anos depois, a BSGI se consolidou numa rede solidária que expande os ideais Soka, se mantendo em constante avanço em unicidade com o Mestre.


No romance Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda relata suas condições prestes a chegar ao Brasil, em 1966: "A maioria dos passageiros dormia. Contudo, Shin' ichi [pseudônimo de Daisaku Ikeda] não conseguiu pegar no sono. Apesar de estar febril havia dois dias desde Nova York e com o corpo cansado, sua mente estava lúcida e seus olhos, vívidos. 'Naquela vez também foi assim...'— Shin' ichi lembrou que estava em péssimas condições de saúde quando visitou o Brasil pela primeira vez em outubro de 1960.


Ele chegou ao Rio de Janeiro (primeira cidade visitada) na manhã de 10 de março, pouco antes das 10 horas. Então, foi recepcionado no aeroporto por vários líderes da localidade incluindo o responsável pela Regional da América do Sul (na época) e por sua esposa responsável pela Divisão Feminina da América do Sul: "Vamos juntos desabrochar as flores da cultura, da paz e da felicidade. Vamos escrever uma nova história aqui no Brasil!", citou cumprimentando-os.


Presidente Ikeda cumprimenta os companheiros brasileiros. Na Nova Revolução Humana ele relata: “Em consequência de um golpe de Estado em 1964, o Brasil estava sob o governo militar. Sob o regime repressor, muitas personalidades da área da cultura e intelectuais foram perseguidos e exilados. Durante toda a visita, minha comitiva e eu fomos mantidos sob rigorosa vigilância policial e seguidos de perto. Tivemos de deixar o país depois de apenas quatro dias e três noites em São Paulo.”


“Seja como for, se o Rio de Janeiro for vitorioso, o Brasil será vitorioso. Se o Brasil for vitorioso, o caminho para a vitória no mundo se abrirá”, cita o presidente Ikeda. Cinco décadas depois de ele visitar o Rio, o “batalhão de valores humanos de paz e de justiça” propaga amplamente na sociedade carioca os ideais da SGI. Na foto integrantes da Coordenadoria do Rio de Janeiro em atividade comemorativa.


Além da passagem pelo Rio de Janeiro, os pontos altos da segunda visita do líder da SGI ao Brasil são a realização do primeiro Festival Cultural da América do Sul, no dia 13 de março, no Theatro Municipal de São Paulo, com a presença do presidente Ikeda, 1.700 figurantes de várias localidades do Brasil e o encontro com 5 mil pessoas no Ginásio de Esportes do Pacaembu.


Antes do evento a Divisão Feminina ensaia dança folclórica em uma atividade esportiva. 


Após o Festival Cultural, o presidente Ikeda desce as escadarias do Theatro Municipal de São Paulo. "O festival cultural a que assisti foi realmente um brilhante evento. Fiquei impressionado também com o progresso da Soka Gakkai do Brasil em tão pouco tempo", citou.


O empenho dos associados nessa época resultou na inauguração da sede própria da BSGI em São Paulo (atual Sede Social da Divisão Feminina da BSGI) cujo imóvel foi adquirido pessoalmente pelo presidente Ikeda durante sua segunda visita ao Brasil. A Organização, que era um distrito, passou a ser composta por três distritos gerais (atual regional ou área) e sete distritos.



Fontes:

BS, ed. 1.557, 27 maio 2000, p. A7

BS, ed. 1.557, 27 maio 2000, p. A7

BS, ed. 2.296, 24 out. 2015, p. A3


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