Melhor idade sim!
  • ENTREVISTA

Melhor idade sim!

Irene Horta é pura coragem e bom-humor e sua história é surpreendente. Aos 81 anos, ela se reinventa e desponta como o Sol da família, construindo uma jornada sem igual. Sua grande alegria: "Encontrar com as pessoas e incentivá-las a vencer. Isso revigora qualquer um", diz.



Sr. Irene e Sr. Elpidio Horta 
 

Como a senhora teve contato com o budismo?

Meu filho, com 14 anos [1974], tinha um sério problema na fala desde os sete, e isso me fez procurar por muitas religiões. Certa vez resolvi ‘chutar o balde' e, conversando com meu marido, disse que se existisse algo que realmente nos ajudasse, deveria aparecer em 30 dias. Passados alguns dias, numa visita para minha mãe, soube que naquele dia, minha irmã receberia o Gohonzon. Mas, achei tudo muito estranho e fui embora. Voltei duas semanas depois e notei um ambiente agradável e a felicidade dos familiares. Senti que lá estava a mudança pela qual buscava. Surgiu o Nam-myoho-renge-kyo em minha vida! Além disso, meu filho, sempre recluso, acabou se interessando pelo budismo também. Não tive dúvidas! Recebemos o Gohonzon em 2 de fevereiro de 1975.

  

O que mudou depois de iniciar a prática budista?

Olha,  a minha mãe que estava desenganada pelos médicos, decidiu praticar o budismo aos 70 anos! E, com muito daimoku transformou sua condição e viveu por mais quatro anos. Não é maravilhoso?! Outra grande mudança foi que meu filho, que não saía de casa e não tinha amigos agora estava feliz. Ele se tornou um jovem comunicativo e querido pelas pessoas.

 


Foto da família Horta
 

A senhora poderia nos contar sobre um grande desafio de saúde que enfrentou em 2014?

Eu preparava lembrancinhas para uma reunião budista na lavanderia e apaguei. Quando acordei, estava em minha cama, que fica a uns 15m da lavanderia. Meu marido muito assustado, entrou no quarto e perguntou o que tinha acontecido, pois estava suja de grama e com a roupa molhada mas, eu não soube responder. Fiquei na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 13 dias e passei por uma cirurgia delicada. Os médicos dizem que eu renasci, pois do contrário não conseguira ter me locomovido para a cama após sofrer o aneurisma. Não tive nenhuma sequela, venci!

 

A prática budista lhe ajudou nesse momento?

Claro! O budismo é minha fonte de vida! Com daimoku, me mantive segura e forte. Além do mais, tenho seres humanos de primeira categoria ao meu lado que me encorajam a todo momento. Não há o que temer.Tenho um rompimento do lado esquerdo do cérebro que optei, sob orientação médica, por não intervir cirurgicamente, mas levo uma vida normal e tenho muita disposição. Mantenho no coração o escrito que diz: 'O Nam-myoho-renge-kyo é como o rugido de um leão. Que doença então, poderia ser um obstáculo?'(CEND, V. I, p. 431).

 

A senhora tem planos para o futuro?

Quero me dedicar o máximo que puder a incentivar as pessoas, assim como o presidente Ikeda tem feito todos esses anos. Quando temos apoio, somos invencíveis. Eu não sou uma prova disso? (risos), conclui.



Casal Horta
 

TAGS:ENTREVISTA

• comentários •

;