Meu ritmo é de paz!
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Meu ritmo é de paz!

 Jeison Wilde tinha 11 anos, quando o lendário Michael Jackson, gravou cenas do clipe de They Don't Care About Us no Pelourinho em Salvador, BA em 1996. Na época,  e se destacou nas imagens pela sua irreverência ao dançar ao lado do cantor. Nesse dia, ele foi entrevistado por uma renomada jornalista e vinte anos depois, eles se reencontram num programa de televisão, em São Paulo. SeikyoPost conversou com ele sobre isso e muito mais numa entrevista emocionante.

Jeison no programa Altas Horas da Rede Globo

Como reagiu quando soube que reencontraria a Glória Maria, a jornalista que o entrevistou num programa de televisão em rede nacional?

Eu fiquei realmente surpreso! A produção do programa conseguiu me contatar por meio de uma rede de televisão da Bahia. Eles ligaram para minha irmã e então, viajei para São Paulo no dia seguinte. Cheguei na cidade e fui direto para o estúdio para começar a gravação. Fiquei treinando no camarim tudo o que eu ia dizer porque estava muito nervoso. Quando entrei no estúdio e vi aquele clarão, esqueci tudo o que eu tinha decorado. Pensei:"Estou perdido!" (risos).


Mas, você gostou desse reencontro?

Sim! E acho que ela também gostou. Ela se emocionou porque nos revimos numa boa condição. Ela deve ter ficado contente por eu estar bem. Conversamos bastante depois do programa e tiramos fotos juntos.


Do que se lembra com relação à experiência com Michael Jackson?

Quando assisti as cenas do clipe e a entrevista novamente me perguntei se eu tinha dito aquilo mesmo de não gostar muito da música do Michael Jackson (risos). Acho que fui muito autêntico assim como qualquer criança. Eu não entendia muito bem sobre a grandiosidade do cantor. Eu estava ali porque era legal. Mas, foi uma experiência única. Fiquei famoso entre meus amigos e as pessoas vinham falar comigo na rua. Como sou tímido, aquilo foi o ápice para mim.


Nessa época você já fazia parte da BSGI, por ter nascido em uma família de praticantes do budismo. Como era sua relação com os familiares? Algo mudou depois daquele encontro?

Nada mudou. Em casa todo mundo é igual. Crescemos, meus irmãos e eu, tendo nossos pais como grandes exemplos. Fomos educados com muito respeito e igualdade. Meu pai [falecido em 2008] era um homem muito íntegro. Trabalhava em dois empregos e tínhamos uma vida simples. Minha mãe é uma mulher muito forte e somos muito unidos. Ela é militante e sempre lutou pelos seus direitos. Foi ela quem iniciou a prática budista em casa.

O jovem professor em aula de música numa praia no vilarejo de Baixio, em Esplanada, Salvador, BA

Nota do Redator: Ele também conta que a mãe, Hamilta, é idealizadora de um projeto de uma escola (Creche Escola CMEIA), que atende crianças da região. Lá, Jeison, que está prestes a concluir o curso de pedagogia, leciona música dentre outras matérias junto à irmã.

Dona Hamilta é a grande motivação do jovem professor, que logo se apressa em contar que a matriarca da família montou há pouco tempo um fórum em defesa das creches escolas comunitárias, e que por meio dele aconteceram significativas melhorias nas escolas da localidade.


Para você, dar aula é uma grande paixão?

Ser professor para mim é a melhor coisa do mundo! Tenho esperança de que um dia, todos os professores tenham a consciência de que sua missão é transformar a sociedade

Eu procuro me policiar para ser um bom profissional porque quero que meus alunos tenham dignidade e consigam transformar a sua vida. Temos uma relação muito próxima e também tenho muito carinho por eles, então acredito que esteja no caminho certo.

Águas de Samba

De que forma a prática budista o influenciou em seu trabalho?

A BSGI me deu a base humanística que me fez ser melhor e me faz enxergar a vida de uma ampla perspectiva. Passei a entender e saber lidar com muitas coisas por estar em constante revolução humana. E o presidente Ikeda é como se fosse o sol na minha vida, é a bússola que me dá o direcionamento correto. Então, sigo em frente sem medo de ser feliz.

Mas, na verdade, o budismo me ajudou em tudo, e eu me considero uma pessoa de muita boa sorte por isso. Sou rodeado por pessoas maravilhosas, como os amigos da organização, minha família, minha esposa. E mesmo diante das dificuldades, tenho a plena convicção de que vou me fortalecer e transformar a tudo com o apoio deles.


Como integrante da banda da Divisão Masculina de Jovens, Taiyo Ongakutai, qual a importância do grupo para o seu desenvolvimento na juventude?

Aos 14 anos entrei no Ongakutai e a partir daí, aprendi realmente sobre o budismo e a unicidade com o Mestre. Esse é o grupo do meu coração! Certa vez declamei, emocionado, um poema do Ongakutai em voz alta em casa e isso foi tão marcante que minha esposa passou a me apoiar ainda mais para que eu pudesse atuar no grupo. Penso em ser um ser humano melhor a cada dia, com isso.

Orquestra Afrosifônica

Jeison faz uma pausa e diz que ao olhar para trás, acredita que tenha transformado muitos aspectos de sua vida por meio do budismo e das referências que tem na família. Em resumo, afirma que o coração permanece puro.


O que você carrega daquele Jeison criança que ficou conhecido pela alegria e sinceridade?

Acho que ainda tenho essas qualidades, mas a sinceridade, o olho no olho, a transparência com as pessoas são valores dos quais não abro mão. Tive um pai muito íntegro e carrego esse legado. Além disso, tenho um mestre da vida que me faz ter a certeza de que cultivar tais qualidades é contribuir por um mundo mais justo.

Quer saber um pouco mais? Clique na imagem e veja a entrevista.

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