Mulher, vai entender!
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Mulher, vai entender!

O budismo é o ensinamento que valoriza, acima de tudo, a dignidade da vida. Afirma que nada é mais precioso que uma única vida. E como a genitora desta tão valiosa vida humana, a mulher foi coroada com uma missão especial concedida com exclusividade pela natureza. Ouvi certa vez: “As mulheres são metade da população do mundo e mães da outra metade, por isso merecem todo respeito”. Fato.  Tem sentido, não é mesmo? 

A ala masculina reconhece, não dá para viver sem elas, afinal sua própria existência é fruto do amor incondicional delas. No entanto, mesmo nos discursos mais inflamados de louvor dirigidos a esse gênero oposto, não raro é, para não dizer que é recorrente ou até uma constante, comentários com tons irônicos do tipo: basta não tentar entendê-las. 

Folheando as páginas de sabedoria da Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin deparamos com uma frase: “Em Tratado sobre Grande Perfeição de Sabedoria consta que é ‘mais fácil agarrar o vento do que compreender a mente de uma mulher’” (CEND, p. 155). Poderia ser mera citação fortuita dentro de uma situação específica. Mas, centenas de páginas à frente, lemos outra vez, agora escritas pelas mãos do próprio buda: “É mais difícil compreender a mente de uma mulher do que amarrar o vento” (CEND, p. 511). Pelo jeito o problema é bem antigo.

Quais segredos existem na mente feminina que a torna tão intrigantemente difícil para o homem de compreendê-la desde muito antigamente?
Pesquisas científicas atuais já possuem dados concretos que identificam diferenças significativas entre o cérebro masculino e o feminino que, associados a fatores hormonais, principalmente, geram comportamentos distintos e entendimentos diferentes em relação ao mundo que está à volta. A “intuição feminina” na realidade está ligada à rapidez de percepção de tudo que a cerca, sua perspicaz capacidade de “sentir”, “detectar” nos gestos, nas feições das pessoas, “sinais” de alguma alteração ou mudança. Afirma-se também que o campo visual feminino é muito mais abrangente que a do homem e grande percepção a curta distância. A mulher também sabe distinguir graduações de cores que os homens simplesmente não acreditam que exista. 


  Essa aguçada capacidade de “perceber” o seu mundo externo talvez seja o principal motivo que a faz ser tão fugaz em seus pensamentos, discursos ou até em suas ações. Num diálogo, pode parecer loucura. Começar falando da cor da roupa de alguém, do clima em Berlim, dos animais em extinção do Pólo Sul, da conta de luz, reclamar dos políticos, confidenciar o problema da vizinha, e lembrar do capítulo perdido da novela, e consultar com que roupa deveria ir para o casamento da prima daqui a três meses. Tudo sem pé nem cabeça? Pode ser. Eis a mulher. Ela “percebe” o mundo. E se importa. Embora não seja quem “gerou” o mundo, instintivamente, sente-se “mãe”. Por isso tudo a “pré-ocupa”. Assim, sua mente voa, nas mais diversas direções... 

Então, homens, tentem agarrar o vento...rs


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