Mulheres que mudam a cultura
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Mulheres que mudam a cultura

Respeito à vida. Como seres humanos que acreditam na igualdade de oportunidades para homens e mulheres, ao encararmos a situação das mulheres em diferentes campos da vida, no Brasil e no mundo, percebemos que ainda temos muito a conquistar e transformar. O nosso mestre, o filósofo e pacifista Daisaku Ikeda, tem publicado diversos ensaios que falam da importância da mulher na construção de um mundo mais justo e mais humano. Ele diz: “Haverá uma época em que a sensibilidade, a sutileza, a flexibilidade, a tenacidade, a benevolência, a atenção e a intuição – qualidades que as mulheres possuem em abundância – serão altamente valorizadas e extremamente úteis. Seja em um país, uma empresa ou organização, prosperará aquele que der total liberdade à capacidade e aos talentos das mulheres”.

Infelizmente essa época ainda não chegou. Ao observarmos com cuidado os dados sobre a condição feminina vemos que a mulher ainda é tratada como uma cidadã de segunda categoria. Apenas como exemplos para refletirmos, as pesquisas mostram que mais de 70% das brasileiras em idade produtiva – entre 30 e 49 anos – trabalham e exercem algum tipo de atividade formal, sendo que a maioria delas tem maior escolaridade que os homens. Parece bom mas, apesar disso, elas ainda ganham 1/3 a menos do que os homens para executarem as mesmas funções em quase todas as profissões. Isto ocorre em todas as classes sociais.

Fica difícil pensar que, em pleno século XXI, em 128 países no mundo ainda vigoram leis discriminatórias contra as mulheres! As Nações Unidas – em particular a ONU Mulheres – estipulou junto com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), um desafio que podemos abraçar como sendo de cada um de nós: viver num planeta em que haja plena equidade de gênero até 2030.

Na filosofia humanista do Budismo de Nichiren Daishonin, praticada pela SGI, e aqui no Brasil pela BSGI, aprendemos que o primeiro passo em direção a este objetivo é nos esforçarmos para ampliar nossa visão, enxergar os fatos que nem sempre estão visíveis e, assim, nos tornarmos agentes de nossa vida. Para que mudemos essa realidade injusta, temos que fortalecer nosso “eu” como mulheres que acreditam em seu potencial e constroem sua autoestima com base no auto respeito e no respeito ao próximo. Mulheres que não perpetuam estereótipos – criando as meninas para cuidar e se submeter –, mas que ensinam seus filhos e parceiros a compartilharem tarefas e serem tão cuidadores da casa e da vida quanto elas. A revolução humana das mulheres é um dos ingredientes fundamentais do empoderamento feminino.

Assim, como protagonistas de nossas histórias, seremos formadoras de opinião e, por meio de nossas atitudes, teremos condições de contribuir efetivamente na criação de uma sociedade mais justa, onde homens e mulheres consigam viver – trabalhar, cuidar, sofrer, desfrutar – lado a lado, corrigindo dinâmicas perversas, não deixando que a cultura do abuso e da violação de direitos prolifere.

Mudar a cultura vigente é o nosso compromisso, o nosso juramento, para chegar em 2030 como cidadãs e cidadãos de primeira categoria. Este percurso, de guerreiras que defendem a paz e a justiça, será o nosso legado para as gerações futuras, que terão como primeira lição preservar o respeito à vida.

Vejam que bela fonte de inspiração esta Campanha “Quem ama abraça” – da REDEH

Veja as outras versões do vídeo aqui:

Adultos - versão original

Crianças - fazendo Escola

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