Nam-myoho-renge-kyo: uma atitude diante das dificuldades
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Nam-myoho-renge-kyo: uma atitude diante das dificuldades

Recitar daimoku é uma atitude, uma ação. É manifestar a mesma mente que o Buda e vencer os desafios com alegria e coragem



Sutra do Lótus: a origem do Nam-myoho-renge-kyo

Ao estudar profundamente os sutras budistas, Nichiren Daishonin constata que entre todos eles, o Sutra do Lótus 1 é o mais importante, pois revela a maneira correta de viver. O Sutra do Lótus mostra como deve ser a mente e o comportamento de uma pessoa para que ela manifeste o estado de buda.

Daishonin revela este modo de pensar, se comportar, viver diante dos fatos da vida como Myoho-renge-kyo (que se refere ao título do Sutra). O presidente Ikeda explica: "O termo 'Myoho-renge-kyo' já existia antes, pois era o título do Sutra do Lótus. Mas, Daishonin foi o primeiro a identificar Myoho-renge-kyo como o nome do princípio do 'verdadeiro aspecto de todos os fenômenos' que, conforme ensina o Sutra do Lótus, é a profunda sabedoria de todos os budas.2

Na sequência, o buda Nichiren estabelece a prática da recitação do daimoku. Ele agrega a palavra "Nam" (variação fonética de Namu) que revela a verdade universal de Myoho-renge-kyo, e atesta que tal prática consiste em recitar e propagar essa verdade.3

Numa postagem do SeikyoPost de 13 de abril de 2016 encontramos o seguinte trecho: "Nam significa 'dedicar a vida a'. Recitar Nam-myoho-renge-kyo expressa a determinação e o juramento de dedicar nossa vida à verdade de Myoho-renge-kyo em pensamentos, palavras e ações. Dedicar a vida significa viver no estado de buda".


Prática do Nam-myoho-renge-kyo: a unicidade de recitar e compartilhar

À partir desse ponto vamos avançar com a seguinte pergunta: praticar o daimoku significa apenar recitar? O presidente Ikeda afirma: "O ponto-chave na recitação do daimoku não está em simplesmente entoar o nome de uma 'verdade externa'. A recitação do daimoku é a prática para revelar a 'verdade interior' que permeia tanto o universo como nosso próprio ser, e viver de acordo com essa verdade. Essa prática pode ser descrita como um processo de construir uma identidade capaz de ativar e empregar como recurso a 'verdade mística que sempre existiu inerentemente em todos os seres vivos'" (Sobre Atingir o Estado de Buda nesta Existência, p. 32).

Assim, praticar daimoku é uma atitude, uma ação. É manifestar a mesma mente do Buda. Esta atitude se refere à minha vitória pessoal que tem como mola propulsora o juramento de comprovar a veracidade do budismo e levar para as pessoas este modo digno de viver. Daimoku é vencer e propagar a vitória, é superar os desafios e transmitir convicção às pessoas. O Nam-myoho-renge-kyo é uma prática para si e para os outros, ou seja, existe unicidade entre recitar e compartilhar.

Então, praticar o Nam-myoho-renge-kyo é fazer do seu comportamento, suas crenças e suas atitudes, as mesmas do Buda. É compreender e aplicar o direcionamento correto do budismo visando à dignidade da vida, levando para as pessoas que sofrem este verdadeiro modo de viver.

Nosso mestre, Daisaku Ikeda, complementa com um alerta: "Apenas recitar daimoku ainda não caracteriza exatamente uma prática da fé adequada à época. Para ser realmente adequada ao momento, não há outra prática senão realizar o shakubuku" (Brasil Seikyo, ed. 2.136, 23 jun. 2012, p. A2).

Portanto, praticar o Nam-myoho-renge-kyo abarca recitar com entusiasmo e confiança, adotar o daimoku como ponto de partida do seu caráter e compartilhar espontaneamente esta alegria com as pessoas ao redor. Somando tudo isso ao fato de já termos um excelente mestre viveremos de forma plena revolucionando a si e ao mundo.


nam-myoho-renge-kyo é dedicar a vida para a felicidade de si e dos outros

Ikeda sensei afirma: "Agora é o momento de falar com convicção, energia e vigor muito maiores em prol de nossa esperançosa filosofia da dignidade da vida e da revolução humana. Sejam corajosos! Dedicar a vida firmemente à felicidade de si e dos outros é a forma de viver mais plena que existe. Não deve haver nem um único covarde na Soka Gakkai" (Brasil Seikyo, ed. 1.975, 14 fev. 2009, p. A3).

Ter a mesma mente que o Buda ou viver em unicidade com o Mestre é aplicar na própria vida a maneira correta de conduzir a vida que o Sutra do Lótus nos ensina. É pôr em prática a determinação e a convicção de salvar as pessoas tal como Daishonin defende; é vencer todas as dificuldades pautado no juramento feito ao Mestre e comprovar a veracidade da prática budista da mesma forma como Ikeda sensei comprovou.

O budismo ensina que, assumindo uma nova mente e uma nova postura, abandonamos a visão que nos trazia sofrimentos. Assim, adotamos a conduta de um buda que pensa, fala e age conforme o estado mais elevado da vida, o estado de buda.

Nam-myoho-renge-kyo é atitude frente às dificuldades e a convicção de que "vencerei sem falta!". É também o juramento de incentivar as pessoas mesmo que esteja enfrentando um grande sofrimento, é se comportar de forma digna com os demais, é ser cidadão exemplar. É jamais se desencorajar e recitar daimoku convicto. "Recitar Nam-myoho-renge-kyo não é apenas repetição de som.

É preciso recitar com fé sincera de que 'não há oração sem resposta'. A oração funciona quando feita com foco, fervor e postura certas: 'Uma atitude vaga e dispersa durante a oração é como atirar uma flecha sem mirar o alvo (...) A oração é o seu diálogo com a Lei" (Brasil Seikyo, ed. 2.039, 12 jun. 2010, p. A3).


Notas:

1.  http://www.seikyopost.com.br/budismo/conheca-a-historia-do-sutra-do-lotus

2.  http://www.seikyopost.com.br/budismo/por-que-nam-myoho-renge-kyo

3. Ibidem



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Renato de Freitas Nunes, tem 37 anos, é psicólogo. Na BSGI é secretário do grupo Flor de Lótus e responsável pelas 5 divisões do Distrito Cristália; RM Ipiranga; Coordenadoria-Geral do Estado de São Paulo; Coordenadoria Norte-Sul. É colaborador do Núcleo de Orientação Social da BSGI (NOS). Pratica o budismo há 32 anos.


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