Nós chegamos lá
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Nós chegamos lá

Já deixamos para trás o status de sexo frágil porque agora há força

É gratificante ver como as coisas estão mudando e como - ainda bem! - elas podem mudar muito mais. A mulher vem chegando ao seu posto de protagonista, no trabalho, na família, na escola, entre os amigos. Protagonista da sua vida!

Os últimos anos vêm mostrando toda a força do tão falado “girl power”, com mulheres levando sua voz para mundo. Invadimos altos cargos, conquistamos o direito a fala e, com muita luta, estamos caminhando para ocupar nosso espaço em sociedade. Que momento incrível para ser mulher!

É até injusto citar alguns nomes, visto que, com toda certeza, deixarei muitos de fora. Ser mulher é ser, inevitavelmente, incrível! Em 2001, quando ainda era uma criança, lembro de ver minha mãe, durante os encontros budistas, lendo mensagens do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, que dizia que o século 21 é o “Século das Mulheres”. Pois é, parece que ele percebeu, muito antes que eu pudesse pensar nessas questões, o quanto podemos alcançar. Em 2001 Ikeda escreveu uma mensagem para as mulheres da Divisão Feminina da Soka Gakkai em homenagem ao aniversário de fundação. Na texto, repleto de palavras de força, ele disse: “O século 21 é o 'Século das Mulheres'. Daqui para a frente, alcançarão maior prosperidade as empresas, instituições e países que aplicarem vivamente a benevolência, gentileza, perseverança, a forte intuição e o rico potencial da mulher”, disse.

Quando o Dr. Ikeda falou sobre prosperidade, acabei me recordando de um dos discursos mais marcantes da premiação do Oscar, proferido no ano passado, por Patrícia Arquette – premiada como melhor atriz coadjuvante em 2014 – e que levou o público presente ao delírio, como a atriz Meryl Streep e a cantora Jennifer Lopez. O discurso dizia: “Dedico a todos os cidadãos que já lutaram pela igualdade de direitos. É hora de garantir a igualdade pagamento de uma vez por todas nos Estados Unidos”.

A luta está longe de acabar, mas agora temos mais voz, mais consciência para conseguir. Já deixamos para trás o status de sexo frágil, que precisa ficar nas sombras e com apoio de alguém para conseguir sobreviver. As dificuldades existem, ainda existirão por muito tempo, mas agora há força!

Em 2002, também em uma mensagem comemorativa, Daisaku Ikeda reforça a ideia de que precisamos ser fortes: “As dificuldades e os sofrimentos não são sinônimos de infelicidade. Infeliz é a pessoa que é derrotada por esses acontecimentos da vida. Por isso, o mais importante é cultivar em si mesma a força para tornar-se uma pessoa que não é derrotada por nada”, afirmou.

Não quero levantar bandeiras, quero apenas mostrar que existe força, existe luta, existe mudança. Nós, mulheres, precisamos nos enxergar como protagonistas de nossa própria vida. Precisamos ser as capitãs do barco que segue o curso que desejamos seguir.

Pouco importa se você quer viajar o mundo, viver para a família, morar no interior ou decidiu viver de arte. Você, mulher que me lê neste momento, precisa ser feliz! Precisa acreditar em você, se amar. A mudança começa pequena, dentro de você e vai contagiando o ambiente à sua volta. No budismo chamamos isso de esho funi (inseparabilidade da vida e do meio ambiente). Seu espaço na sociedade é exatamente aquilo que você tem dentro de si. Por isso lhes digo: Empoderem-se, mudem tudo aquilo que é possível para melhor. Ocupem seu local de protagonista no palco de sua vida!


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