O budismo não tem fronteiras
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O budismo não tem fronteiras

É importante entrar em ação e conversar com as pessoas

A Soka Gakkai, que o Sr. Toda [segundo presidente da organização] descreveu como mais preciosa que sua própria vida, recebe atualmente mensagens de líderes e pensadores do Japão e do mundo inteiro, nas quais eles transmitem seu imenso apoio e suas elevadas esperanças em nosso movimento. A época com toda certeza mudou.

A Dra. Marietta Stepanyants, diretora do Centro de Estudos de Filosofia Oriental do Instituto de Filosofia da Academia de Ciências da Rússia, em Moscou, disse: “O budismo representa o caso singular de uma religião mundial que foi bem-sucedida na divulgação de sua mensagem pelo mundo inteiro sem o emprego da violência nem da expansão militar. O único meio utilizado foram as palavras (isto é, seus ensinamentos) e as ações (a conduta daqueles que escolheram o caminho budista)”.1 Essa é realmente uma observação perspicaz. A história da transmissão do budismo — realizada unicamente por meio do soft power na forma das palavras e do comportamento de seus praticantes — é um glorioso registro do triunfo do espírito humano.

A vitória do diálogo sobre o poderio militar, do povo sobre a autoridade, da convicção sobre a dúvida, do amor sobre o ódio e da sabedoria sobre a falsidade — nossa prática do Budismo de Nichiren Daishonin está na dianteira da concretização desses princípios. Nosso movimento global centrado na paz, na cultura e na educação é a cristalização da grande compaixão e sabedoria do budismo. Pelo fato de nosso movimento embasar-se nesta altaneira filosofia de vida, possui uma qualidade profunda e totalmente diferente de outros movimentos semelhantes do passado. Por mais elevados que sejam os ideais de um movimento, se não possuir uma sólida filosofia de vida nem uma visão da vida e da morte, ele será obstruído por emoções negativas como a desconfiança, a inveja e o ódio e acabará se dividindo em facções e se desintegrando. A história apresenta claros testemunhos desse fato.

O budismo focaliza sua atenção no coração e no espírito, ou a condição de vida fundamental da pessoa. Fundamenta-se na base mais universal da própria vida, transcendendo todas as diferenças tais como a etnia, a formação educacional e os títulos seculares. É por isso que o budismo pode abrir o caminho para criar valor para a humanidade, enquanto direta e corajosamente forma laços de vida sinceros, livres de limitadas convenções e de preconceitos.


Para o mundo

“O budismo não tem fronteiras” — essa era a crença de meu mestre. Como seu discípulo direto, eu levantei uma enorme onda de diálogo humanístico no mundo inteiro. É importante entrar em ação e conversar com as pessoas. Eu me empenhei acreditando que meus contínuos esforços nessa esfera criariam uma firme ondulação que um dia cresceria e se tornaria uma enorme onda capaz de mudar o curso da história humana, passando da divisão para a união, do conflito para a harmonia e da guerra para a paz.

Nobuyuki Okuma (1893–1977), famoso economista japonês que em seus últimos anos de vida foi professor na Universidade Soka, fez esta observação: “Nas nações pacíficas de hoje, já não existe mais a noção de que o governo é todo-poderoso; mas sim que algo além da política conduz a direção que o governo toma. (...) A fonte das ideias pacifistas tanto no Oriente como no Ocidente remonta em geral à filosofia ou à religião”.2 Os ideais religiosos e filosóficos encontram-se na base das atividades humanas e são o nutrimento da espiritualidade. A influência de ideais assim é totalmente indispensável para a concretização de uma nação pacífica. Por essa razão, o Dr. Okuma tinha esperanças no desenvolvimento da Soka Gakkai.

O Sr. Toda disse para os jovens: “A filosofia de vida do Budismo de Nichiren Daishonin oferece uma compreensão fundamental da existência. Estamos conduzindo todas as pessoas com esse supremo ensinamento. Portanto, vocês devem considerar a si próprios como líderes de categoria mundial”.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.047, 14 ago. 2010, p. A3
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Notas

2. Marietta Stepanyants, “Buddhism in the Context of the Dialogue of Cultures” (O Budismo no Contexto do Diálogo das Culturas), discurso de encerramento proferido num fórum patrocinado conjuntamente pelo Centro de Estudos de Filosofia Oriental da Academia de Ciências da Rússia e pelo Instituto de Filosofia Oriental (IFO), afiliado da Soka Gakkai, realizado em Moscou no dia 12 de setembro de 2008.
3. Nobuyuki Okuma, Seimei Saiseisan no Riron (Teoria da Regeneração Interior). Tóquio, Toyo Keizai Shimpo-sha, 1975, vol. 2, págs. 374–375.

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