O Menino e a Cerejeira vira peça teatral
  • ENTREVISTA

O Menino e a Cerejeira vira peça teatral

Nota do redator: Espirituosa e carismática, Stella Tobar é atriz, diretora e associada da BSGI. Em seu vasto currículo constam duas companhias de teatro fundadas por ela. Também atua em teatro, cinema, televisão, dirige performances... Não é a primeira vez que se envolve em trabalhos infantis e num dos seus recentes projetos como diretora, coordenou espetáculos como Dois Idiotas Sentados Cada qual no seu Barril, de Ruth Rocha. Desta vez ela inova e põe nos palcos O Menino e a Cerejeira, de Daisaku Ikeda,  disposta a levar ao público a mensagem encorajadora do budismo.


Stella cita que a obra de Daisaku Ikeda é uma forma de motivar as pessoas a transformarem a sua realidade

Como surgiu a ideia de transformar O Menino e a Cerejeira numa peça?

Eu sempre me emocionava ao ler este livro. Fico tocada com os encontros da vida que são retratados nele porque me fazem associar à minha própria vida. É uma obra que sempre acreditei que, de alguma forma, pode tocar o coração das pessoas. Por isso, pensei que seria interessante fazer com que mais e mais pessoas pudessem se encorajar com ela.


Fazer teatro no Brasil não é tarefa fácil. Qual foi o grande desafio para produzir a peça?

O principal desafio foi ter condições financeiras para financiar o projeto porque queria oferecer às pessoas envolvidas o mínimo de condições de trabalho. O teatro hoje em dia é uma forma de resistência, mas acreditei que poderia fazer tudo o que havia objetivado. Queria que o projeto fosse propagado da melhor maneira para poder difundir a filosofia do budismo e os ideais do presidente Ikeda.

Então, conseguimos um patrocínio e assim, pudemos tornar a peça gratuita. Acredito que isso é muito importante para que as crianças tenham acesso à cultura numa época tão conturbada.


Como é falar da realidade da vida para as crianças?

Nem sempre as peças infantis precisam ser superficiais porque às vezes, a varinha de condão não basta para resolver um problema e sim a própria condição interna da pessoa. A criança é um ser em formação, mas também é um ser completo, capaz de absorver os mais variados assuntos. Por isso, é possível abordar o que está acontecendo ao nosso redor de forma abstrata  e transformar o coração de uma criança. Acredito que citar temas como a morte, a tristeza, a perda é uma forma de trabalhar a força das crianças e aí sim, levar esperança para elas.


Então, a peça tem um papel social importante também.

Sim. Embora O Menino e a Cerejeira tenha um cunho triste, transmite a ideia de transformação da vida. Isso é o que importa. E a arte e a cultura têm a responsabilidade de reverter os desafios da vida positivamente, talvez não de imediato, mas a longo prazo a semente dessa cerejeira vai florir. (risos)


Para Stella, a criança pode mudar o rumo da vida quando encorajada

 O que você quer transmitir para o público com esse projeto?

Quero de alguma maneira mostrar que é possível mudar qualquer circunstância da vida. Da mesma forma que o menino da história decidiu vencer os sofrimentos causados pela guerra, também podemos assumir as rédeas da vida e decidir "Eu serei feliz! Não serei derrotado". Essa mensagem é válida para todo mundo e é esse o papel do budismo aplicado na sociedade: levar coragem e esperança às pessoas; dar condições de cada um criar a própria história de vitórias.



Informações:

O espetáculo estreia no próximo sábado, 2 de julho, e vai até o dia 23 (sempre aos fins de semana) no Teatro João Caetano, SP, com apresentações gratuitas às 16h. A retirada dos ingressos deve ser feita com 1 hora de antecedência no local.

TAGS:ENTREVISTA

• comentários •

;