O papel da mulher na construção de uma nova história
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O papel da mulher na construção de uma nova história

Mulheres de sabedoria que desempenham importante papel e empreendem grandes mudanças

Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o Dia Internacional da Mulher era celebrado muito tempo antes, desde o início do século 20. Essa data foi escolhida pela Organização Mundial para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) para lembrar uma manifestação organizada por centenas de operárias de uma fábrica de Nova York em 8 de março de 1857, que reivindicavam o direito à licença-maternidade, à redução da jornada de trabalho e salários iguais aos dos homens. Em represália, foram presas na fábrica e 129 delas morreram num incêndio.

No Brasil, a data também é "comemorada" com protestos em todas as principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra a criminalização do aborto e a violência contra a mulher. O objetivo de tais manifestações é chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e conscientizar as pessoas quanto ao valor da mulher, perceber seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos a ela.

É inegável que esse despertar trouxe muitas conquistas para as mulheres nas diversas áreas da sociedade, embora ainda haja muitos lugares onde não são respeitadas. Mas, séculos de opressão fizeram muitas mulheres perderem completamente a autoestima e a noção de seu real valor, muitas associam a felicidade ao sucesso profissional, à beleza, ao casamento, à maternidade. E, aquelas que decidem trilhar o caminho inverso desses padrões estabelecidos, acabam sendo desprezadas, consideradas ultrapassadas ou incapazes. Por isso, a busca pela autoafirmação e o desenvolvimento de suas habilidades tornaram-se algo muito importante.

A verdadeira felicidade não depende de fatores externos, como o Daisaku Ikeda ressalta: “Felicidade é algo que vocês sentem dentro de si mesma. É algo que têm de construir por si sós. É algo que vive dentro de vocês. Eis porque o estado de sua própria vida interiores é tão crucial para ser feliz. A felicidade existe dentro de um simples pensamento na mente. Vocês próprias são as pessoas mais nobres e preciosas. Não há necessidade de sentirem inveja de ninguém ou de ansiarem por coisas distantes.”

Enfim, o que a mulher, e todos os seres humanos buscam nada mais é do que a conquista da própria felicidade. Observando isso, o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, dizia que apenas uma filosofia humanística como a do Budismo de Nichiren Daishonin possibilitaria às mulheres mudarem seu destino e serem felizes. Há setecentos anos, Nichiren Daishonin já declarava: “Não deve haver nenhuma discriminação entre homens e mulheres”, revelando o espírito igualitário do budismo. E, acreditando nas palavras de Toda, milhares de mulheres vieram comprovando o ensino de Daishonin, tornando-se verdadeiramente felizes. A vitória de cada uma criou uma nova história, repleta de sucessos e realizações.

O presidente Ikeda destaca a força das mulheres em empreender grandes mudanças, denominando o século 21 como o “Século das Mulheres”, na qual elas desempenharão um papel cada vez mais ativo, fazendo brilhar sua sabedoria.

Sobre o papel da mulher na sociedade, a pensadora e educadora sueca Ellen Key (1849-1926), pioneira no feminismo, escreveu: “Nenhuma profunda mudança espiritual jamais aconteceu a menos que as mulheres tivessem tomado parte nisso.” Ela também disse: “Se for para as mulheres darem ao desenvolvimento da sociedade uma direção completamente diferente da que os homens deram, isso dependerá de que surjam entre as mulheres líderes que indiquem objetivos mais elevados e que empreguem meios puros.”

Com certeza, as mulheres da Soka Gakkai são as mais afortunadas do mundo, pois abraçam um ensino que lhes inspira autoestima, esperança, convicção, uma organização que lhes proporciona os meios para desenvolver seu ilimitado potencial criativo, como líderes de elevada condição de vida e semeiam a paz e a harmonia em seus lares e comunidades.



Fonte:

Brasil Seikyo, ed. 1691, 15 mar. 2003, p. C1
Brasil Seikyo, ed. 1221, 10 abr. 1993, p. 5
The Writings of Nichiren Daishonin, p. 385
Brasil Seikyo, ed. 1685, 25 jan. 2003, p. A3
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