O que fazer quando não se tem objetivos?
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O que fazer quando não se tem objetivos?

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, comenta sobre essa questão que aflige muitos adolescentes. O trecho abaixo foi extraído e adaptado do livro Juventude: Sonhos e Esperanças, volume 1 (p. 38-44)

Mesmo que não tenham objetivos, ainda assim é preciso desafiar a si próprios para realizar algo, qualquer coisa.

Vou citar como exemplo o atleta tchecoslovaco Emil Zatopek, ganhador da maratona nos Jogos Olímpicos de 1952. Ele treinava a resistência física e o fôlego mesmo no caminho para o trabalho. Media até que ponto poderia caminhar com uma única respiração, tomando como referência os postes da rua. “Hoje eu consegui caminhar até o quarto poste. Amanhã vou me desafiar para chegar até o quinto!” Foi dessa forma que ele se esforçou sempre um pouco mais. Na verdade, seu êxito deveu-se ao fato de ter acumulado esses persistentes esforços.

Façam algo; iniciem alguma ação. Quando realizarem esforços consistentes, começarão a ver os seus objetivos ficarem mais claros. E descobrirão também a missão que somente vocês poderão cumprir.

Procurem desenvolver sua habilidade num campo do qual gostem ou que lhes desperte interesse. Por exemplo, sejam excelentes em matemática ou em alguma língua estrangeira, em algum esporte; sejam um bom amigo ou voluntário ativo em sua comunidade. Façam algo do qual sintam orgulho, tenham algo pelo qual possam desafiar.

Muitas vezes, as pessoas que estão ao nosso redor sabem muito mais sobre nós do que nós próprios. Por isso, ao se munirem de coragem e lhes pedirem conselho, poderão descobrir novas possibilidades.

Uma pessoa que tem firmes objetivos está na frente daquela que não tem nenhum. Traçar metas é o ponto de partida para construirmos a nós mesmos. A juventude é uma batalha para desenvolver a si próprio; é uma luta para fortalecer-se física, intelectual e espiritualmente.

Tudo precisa de um alicerce; nenhum prédio ou casa fica de pé sem um. O mesmo ocorre em nossa vida. E a época para construir esse alicerce é na juventude. Tal como disse o escritor francês Romain Rolland (1866–1944): “Uma pirâmide não se constrói de cima para baixo”.

(...)

Muitos dos grandes personagens da história não realizaram nada de notável quando jovens. Por exemplo, Winston Churchill sempre era reprovado nos exames. Mahatma Gandhi foi um aluno comum, introvertido, tímido e de poucas palavras. Albert Einstein foi um estudante que se destacou somente em matemática. E Wilhelm Röentgen, que descobriu os raios X, foi expulso da escola politécnica acusado de ter provocado um acidente do qual não era culpado. O que esses grandes homens tiveram em comum? A disposição de nunca se darem por vencidos.

A pessoa que teve dificuldade em obter boas notas, que sofreu maus-tratos ou alguma traição ou que en­frentou alguma enfermidade ou dificuldade econômica, torna-se capaz de compreender o coração dos outros e a dor alheia.

Por essa razão, não se deixem vencer. Se agirem dessa forma, poderão converter em boa sorte qualquer sofrimento pelo qual tiverem de passar.

Vocês devem prezar a própria vida. Serão infelizes se forem influenciados pelos preconceitos, pelas tendências passageiras ou pelas contradições da sociedade. Por isso, não se esqueçam de viver de acordo com suas convicções.

(...)

Mesmo que vocês acreditem que são inúteis e não servem para nada, eu não penso assim. Não tenho dúvida de que todos têm uma missão. Mesmo que sejam menosprezados pelas pessoas, eu os respeito. Eu acredito em vocês. Sejam quais forem as circunstâncias que estejam enfrentando no momento, tenho absoluta convicção de que um maravilhoso futuro os aguarda.

Se tropeçarem e caírem, levantem-se. Ao ficarem de pé, conseguirão avançar. Vocês são jovens e esta é a época do desafio e da construção. É a partir de agora. Iniciem algo agora.

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