O treinamento Soka aplicado ao mundo corporativo
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O treinamento Soka aplicado ao mundo corporativo

“Você consegue aplicar o treinamento recebido na Soka Gakkai em seu trabalho?”

Quando o Ricardo me fez essa pergunta, em frente ao Museu do Amanhã, respondi que sim, dei alguns exemplos, mas confesso que depois fiquei refletindo sobre essa questão: De que forma podemos, “na sociedade”, aplicar o que aprendemos na Soka Gakkai?

O mundo corporativo é muitas vezes caracterizado como um ambiente frio e competitivo. As naturezas formais baseadas em normas, regras e contratos ditam a forma que os trabalhos devem ser conduzidos. Por outro lado, o ambiente que vivenciamos na Soka Gakkai é extremamente acolhedor. Há relatos de pessoas que decidiram se tornar associados pela forma carinhosa que foram recebidos nas atividades.

Trabalho em uma instituição que atua em âmbito nacional prestando assessoria a empreendedores e empresários de micro e pequeno porte. Assumi um projeto novo e programei o primeiro encontro. Convidei analistas, diretores de universidades e gestores de instituições públicas e privadas que atuam com inovação, pesquisa e tecnologia.

Aquela pergunta feita inicialmente (sobre como aplico no trabalho o que aprendo na Soka Gakkai) continuava na minha cabeça. Então, procurei aplicar em algo diferente do trivial, ou seja, da minha atuação como uma profissional dedicada e comprometida.

Li a seguinte orientação: “O budismo propõe tirar do vocabulário a palavra ‘infelicidade’. Mesmo no trabalho, um ambiente normalmente envolto em disputas, interesses e intenções das mais variadas, a chave é ser você o primeiro a ser feliz e, a partir daí, gerar ondas capazes de mudar seu setor e até a empresa inteira. Josei Toda costumava dizer que “na fé, faça o trabalho de uma pessoa; no trabalho, faça o de três””.

Dessa forma, como o encontro envolvia a gestão do conhecimento, decidi preparar umas “lembrancinhas”, como fazemos em algumas reuniões da Soka Gakkai para oferecer aos participantes. Tive o cuidado para pensar em algo que fosse adequado para a ocasião. Assim, fiz um marcador de páginas, escrevi o nome completo de cada participante e um pequeno texto agradecendo a presença no evento e dizendo que o seu trabalho era importante para difundir o empreendedorismo tecnológico para as empresas. Além disso, como o encontro seria depois do almoço, preparei também um pequeno saco com balas com um fitilho que costuma ser utilizado em presentes.

Como o professor Ikeda ensina, fiz questão de receber os participantes na entrada com um sorriso e saudando cada um com as seguintes frases:

“Que bom que você veio!”; “Muito obrigada por sua presença!”; “Você é muito importante”; “Fico muito feliz por ter vindo, pois sempre quis conhecê-lo (a) pessoalmente”.

Após saudar cada um entregava a “lembrancinha” e ao recebê-la a pessoa retribuía com um sorriso e agradecimento. Muito provavelmente por se sentir lembrada e saber que era realmente especial (e não somente “mais uma”). No Jornal Brasil Seikyo, edição número 1.789, consta: “O budismo enfatiza a importância de prezar uma única pessoa. A vida de cada ser humano é preciosa. Com a prática da fé, podemos evidenciar a condição de aprimorar a própria vida e nos dedicar à felicidade de outras pessoas”.

Num discurso direcionado aos jovens, o mestre transmitiu cinco pontos importantes visando um futuro glorioso (A Grande Correnteza para a Paz, vol. III, págs. 1–6.). Um deles é justamente o ato de prezar cada pessoa.

Na abertura do seminário reiterei a importância de cada participante para o sucesso do projeto e que por isso cada um recebeu o marcador personalizado. Agradeci cada representante e, em especial, as coordenadoras da universidade que ficava mais distante (a quase 100 quilômetros). Com toda sinceridade, dirigi-me da mesma forma que o professor Ikeda: “Muito obrigada por seus esforços e por terem vindo de tão longe”.As pessoas sentiram-se a vontade, o evento teve excelentes contribuições dos participantes e o resultado superou as expectativas da empresa.

No dia seguinte, ao chegar ao trabalho de manhã, recebi os parabéns do meu gerente não só pelo sucesso e conteúdo do evento, mas, pelo acolhimento, pela forma que cada um foi recebido. Ele disse que isso fez uma grande diferença!

A nossa participação nas atividades da Soka Gakkai permite o desenvolver competências, habilidades e atitudes: planejamento (de atividades), gestão do tempo (controle do horário), comunicação (conversar com as pessoas, trocar ideias, lidar com opiniões diferentes para atingir um único propósito, falar em público), entre outros.

Então, Ricardo, respondendo a sua pergunta, apesar do treinamento que recebemos na Soka Gakkai ser intenso e envolver uma série de aspectos, é possível aplicá-lo, de forma simples, não somente nas ações diárias, mas também no mundo corporativo.

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