Radiante como o sol
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Radiante como o sol

Ana Paula teve uma infância simples, mas uma base familiar sólida. Na adolescência perdeu a mãe e iniciar a prática do budismo nessa época fez com que a esperança voltasse a existir em seu coração. A partir de então, não perdeu mais a oportunidade de ensinar aos outros a filosofia que a encorajou a vencer e assim, constrói uma grande rede amigos. “Essa é a minha missão; minha revolução humana, afirma.

Qual é a sua motivação diária?
Falar sobre o budismo com as pessoas e assim dar a oportunidade para que elas descubram o que existe de melhor nelas próprias.

Em que circunstâncias decidiu que faria disso uma meta?
Essa determinação surgiu quando iniciei a prática budista, em 2003, após perder a minha mãe, e ver minha família se desestruturar. Sou nascida e criada na favela, mas nunca me faltou nada. Tive uma infância muito feliz, harmoniosa e cercada de muito amor. Sentia muita falta daquilo com o falecimento da minha mãe. Foi aí que eu conheci o budismo e decidi fazer minha família e todos a minha volta felizes.

O que mudou em sua vida a partir daí?
Descobri que realizar encontros para dialogar sobre o budismo me faz crescer. Isso está intimamente ligado ao juramento que fiz para minha mãe de ser e fazer as pessoas felizes! Com meu apoio, 41 pessoas iniciaram a prática budista, além de outras que voltaram a praticar. Há quem chame de extraordinário, mas como não sei quando minha existência chega ao fim, preciso viver todos os dias de forma honrosa, cumprindo meu juramento. Todos merecem ser felizes agora!

Nessa jornada diária, alguma história, em especial, lhe chamou atenção?
Certa vez, vi escrito Nam-myoho-renge­kyo na janela de um apartamento. Tinha também um telefone escrito com batom. Na hora fantasiei achando que era coisa de alguma garota sofrendo por amor e como passava por ali diariamente, enviava minhas orações pela felicidade dela. Semanas depois, liguei para aquele número e soube que era uma moça interessada no Budismo de Nichiren Daishonin. Eu a levei numa atividade da BSGI, dialogamos e ela se tornou budista.

Ela tirou o telefone da janela depois disso?
Sim. Eu a aconselhei tirar o telefone da janela, pois poderia ser perigoso. (risos)

Você também fez com que seu pai se tornasse praticante do budismo, como foi isso?
Ele duvidou que eu vencesse num aspecto da vida e disse que se eu fosse vitoriosa, daria uma chance para o budismo. Eu topei o desafio, ganhei e ele se converteu. Foi uma grande vitória!

Há pouco tempo você conseguiu outro companheiro em sua jornada de propagação do budismo. Essa conquista foi difícil?
Não, o Felipe é um companheiro ideal (risos). No dia do nosso casamento, por exemplo, choveu muito, mas encaramos aquilo como uma oportunidade incrível de recitar ainda mais o Nam-myoho­renge­kyo. Quem não é budista se arrepiou ao ver que não choveu durante o cerimonial e festa e que, inclusive, havia uma brisa agradável.

Qual é o grande objetivo do casal?
Queremos transformar a vida das pessoas. Nossa missão é levar felicidade e extrair o sofrimento das pessoas com as quais nos encontrarmos.

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