Reconstruir a vida a partir do zero
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Reconstruir a vida a partir do zero

Neste trecho adaptado do romance Nova Revolução Humana (cap. “Torrente”, v. 8, p. 207-210), acompanhamos a história do casal Shoji e Mie Tajima, que fizeram da prática do budismo a base para se reerguer de uma série crise financeira.

Entre os membros coreanos residentes no Japão, havia o casal Tajima. O marido chamava-se Shoji e a esposa, Mie. Nascido na Coreia, aos 6 anos, ele e os pais se mudaram para o Japão como imigrantes. Os pais de Mie eram coreanos, mas ela nascera em Tóquio.

(...)

[Em 1952,] Shoji era proprietário de um pequeno hotel [em Yokohama]. Pouco tempo depois, [Mie] teve uma filha que, quando completou 1 ano, foi acometida de tuberculose. Foi nessa ocasião, em 1954, que uma amiga lhe falou sobre o budismo e ela decidiu entrar na Gakkai com o único desejo de curar a doença da filha. Embora seu marido tivesse concordado com a conversão, opôs-se à sua participação nas atividades da organização. Influenciada por ele, Mie afastou-se das atividades e da prática budista.

Nesse ínterim, o hotel foi à falência e Shoji tentou outros negócios que acabaram em fracasso. De uma vida sem maiores problemas, passaram então a morar num pequeno quarto alugado. Nessa terrível condição, vivendo no abismo da dificuldade financeira, Mie recebeu os incentivos de suas companheiras e decidiu retornar à prática da fé sentindo na pele a dura realidade do destino. Seu marido resolveu também seguir a prática budista para reconstruir a vida da família. Eles começaram a trabalhar sem medir esforços. Quando tinham alguma folga, iam até a sede da Gakkai para recitar daimoku. Como não tinham recursos, resolveram montar uma barraca de alimentos aproveitando a fila de desempregados que se formava diariamente diante da agência pública de emprego. Essa barraca era na verdade um carrinho que eles usavam para transportar mantimentos e apetrechos de cozinha. Acordavam bem cedo para montar a barraca de alimentos, onde preparavam arroz e sopa de leitão servidos em uma tigela. Esse era o único prato e as pessoas o saboreavam de pé.

Eles haviam perdido tudo. Podiam contar somente com a prática budista e com a vontade de vencer na vida. Nessas circunstâncias, tiveram a oportunidade de receber orientações e de sentir a grandiosa convicção do presidente Josei Toda. Isso fez com que o casal se empenhasse ainda mais firmemente na campanha de conversão para transformar seu destino. Depois de algum tempo, Mie começou a cuidar sozinha da barraca de alimentos para que seu marido pudesse trabalhar o dia inteiro realizando serviço braçal. Apesar de voltarem cansados para casa, saíam todas as noites para participar de reuniões e atividades da organização. Embora a sociedade japonesa tratasse os coreanos residentes no Japão com muita frieza, a Soka Gakkai os recebia com todo o calor humano. Shoji e Mie sentiam profunda emoção por serem tratados como muito mais que parentes pelos companheiros da organização. Mais tarde, Shoji conseguiu abrir um comércio de importação e exportação e em pouco tempo resolveu os problemas financeiros.

Com esse grande benefício, comprovou para si mesmo a grandiosidade do budismo e decidiu ensinar a prática da fé aos seus conterrâneos.

 

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