Respeito e Diversidade
  • JUVENTUDE

Respeito e Diversidade

Admitir que alguém é digno de respeito significa reconhecer a diversidade da vida

Gentileza e encorajaramento


  • Como surgiu o Budismo de Nichiren Daishonin?


O Buda anunciou oficialmente o Nam-myoho-renge-kyo pela primeira em 28 de abril de 1253. Ele reuniu alguns poucos estudiosos e clérigos e revelou sua poderosa filosofia:


Foi para um pequeno grupo, e não para uma grande assembleia, que Daishonin anunciou pela primeira vez o Nam-myoho-renge-kyo, o ensinamento da iluminação universal que repercutiria por todo o eterno futuro. (BS, ed. 1.934, 5 abr. 2008, p. C2)


  • Por que o budismo é transmitido de pessoa para pessoa ou em pequenos grupos?


Porque é o ensinamento da iluminação universal e seria demagogia não respeitar cada indíviduo ao máximo em sua pecualiaridade. O presidente Ikeda diz:


O espírito de valorizar cada um é o que toca e move as pessoas. Agir com um espírito de genuína preocupação, respeito e cortesia para com toda pessoa é a maior força motriz para o desenvolvimento da organização”. (BS, ed. 2.128, 4 fev. 2012, p. B4)


Só se encoraja alguém criando um laço humano, uma conexão entre corações.


Admitir que alguém é digno de respeito significa reconhecer a diversidade da vida.


A SGI sempre acredita nas pessoas. Seus associados agem com base nessa premissa e, por isso, elogiam, acompanham, zelam e dialogam com cada um para que seja feliz aqui e agora. A ênfase budista está em enaltecer quem está agora diante de nós.


  • A diversidade


O que há de igual entre um indivíduo e outro? A vida. E suas infinitas possibilidades.


Por que há diferenças (física, por exemplo) entre um ser e outro? Porque sempre a vida aflora usando de suas infinitas possibilidades e combinações. A igualdade está na diversidade. Seres humanos são dignos exatamente porque são diversos na aparência mas únicos na essência. O que prova nossa igualdade é que somos diversos.


Todos conseguem ser felizes do jeito que são porque já têm em si a vida; e esta tem tem todas as condições para transformar qualquer situação.


Egoísmo é crer que coisas boas somente existem em nós


Por que alguém merece respeito?


Porque a grandiosidade que há em mim, há nele também.


O budismo ensina a “reconhecer de imediato a dignidade inerente aos seres humanos” (Terceira Civilização, ed. 406, jun. 2002).


E o que há em mim? Sonhos, desejos, histórias, expectativas, conhecimento, pessoas amadas, forças, leis etc. — o universo inteiro, um mundo incrível.


Egoísmo é imaginar que não há um mundo diverso e sensacional no outro. Egoísmo é crer que coisas boas somente existem em nós mesmos.


Estado de buda é reconhecer de imediato que cada pessoa é um mundo completo do jeito que ela é.


  • Origem da violência


A raiz da violência é o desprezo pela vida. O presidente Ikeda analisa:


O problema principal partilhado pelo humanismo moderno, o nacionalismo e o fundamentalismo religioso é a falha em não reconhecer de imediato a dignidade inerente aos seres humanos. Eis por que, mesmo hoje, no século 21, a sociedade é assolada por uma violência desenfreada, na forma de guerra entre nações, terrorismo ou crimes cometidos por indivíduos, o que demonstra total desprezo pela vida. Há uma necessidade urgente de uma ‘sociedade e de uma religião comprometidas com a dignidade humana’”. (Ibidem)


A SGI “pratica a suprema dignidade da vida e revela a grandeza cósmica do ser humano” (Ibidem).


Gongyo, daimoku, shakubuku, reunião de palestra e a unicidade com o Mestre são exercícios diários de reconhecimento da “grandeza cósmica” de si e de todos.


Diante do Gohonzon buscamos a felicidade dentro de nós. Ao “andarmos em prol do kosen-rufu” e nos encontrarmos com cada pessoa, compartilhamos a alegria da prática budista; e reconhecemos e estimulamos a felicidade nelas também.


Não tenham medo do fracasso. Tudo muda com daimoku


Os problemas também fazem parte da diversidade da vida. Se tudo fosse calmaria a existência seria um tédio sem fim.


A vida é diversa. Nos faz diferentes dos outros, ao mesmo tempo em que mantemos a vida cósmica e criativa pulsando em nós.


Situações inusitadas, desafios inesperados — são temperos para testar a fé e aplicar nossa força. Todos têm vida e, portanto, conseguem transformar qualquer situação.


Viver na SGI é incrível porque aprendemos a navegar por mares tempestuosos com autoconfiança e coragem. O presidente Ikeda incentiva:


Vocês são jovens, não tenham medo do fracasso, não desistam, avancem!


Como a cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro possuem suas próprias características e valor, cada um deve brilhar com o melhor de sua capacidade. Não há necessidade de ficar ansiosos. Sem falta chegará a sua época de desabrochar. Devem recitar um vigoroso daimoku e fazer suas flores da missão desabrocharem com todo o esplendor. (BS, ed. 2.225, 26 abr. 2014, p. A5)


As coisas mudam. Tempestades vêm porque a vida é diversa; mas passam. A chave é recitar firmemente o Nam-myoho-renge-kyo confiante na sua infinita capacidade de transformação.


Quem confia em si, confia nos outros, trabalha pelas pessoas, encoraja, anima e dedica-se à própria revolução humana, causando impacto no ambiente e no mundo.


Sejam vocês mesmos, autoconfiantes e sempre respeitem os outros


Texto recente do presidente Ikeda sobre a raiz da infelicidade


Parte 24, capítulo “CORRER com toda Força” da Nova Revolução Humana


Shin-ichi Yamamoto pros­seguiu seu discurso com base no trecho do escrito Atingir o Estado de Buda nesta Existência:


“A prática dos ensinamentos budistas não o libertará do sofrimento de nascimento e morte se não compreender a verdadeira natureza da vida. Se buscar a iluminação fora de si, então, mesmo que realize dez mil práticas e dez mil boas ações, tudo será em vão. Isso se compara ao caso de um homem pobre que passa dia e noite contando a riqueza do vizinho, mas não consegue obter sequer uma ínfima quantia em benefício próprio”. (CEND, v. I, p. 3 e 4)


Shin-ichi explanou:


Não existe nenhum outro caminho para conquistar a inabalável felicidade absoluta a não ser lapidando a própria vida para evidenciar a natureza de buda que existe dentro de nós.


Contudo, se não acreditarem que são entidades do Myoho-renge-kyo, não conseguirão manifestar uma autêntica autoconfiança e terminarão buscando outro caminho no qual a felicidade está fora do seu próprio coração.


O que acontece nesse caso? A pessoa fica totalmente à mercê das circunstâncias e opiniões dos outros e oscila o tempo todo entre a alegria e a tristeza.


Por exemplo, passa a se comparar com os outros em tudo: posição social, status, poder econômico, caráter, aparência etc. E, em meio a essa comparação, se por acaso ela se sentir superior, mesmo que um pouco, é tomada por um complexo de superioridade que a faz perder a visão objetiva de si própria, tornando-se orgulhosa ao extremo.


No entanto, se ela se sentir inferior, é tomada por desânimo, menospreza a si mesma e, por fim, se torna apática a tudo, sem forças para reagir.


Além disso, por supervalorizar a opinião dos outros, torna-se muito sensível a qualquer tipo de comentário ou atitude das pessoas ao redor e deixa-se ferir profundamente.


Ela passa a alimentar ódio com pensamentos do tipo “Disseram um absurdo desses para mim!”; “Aquela pessoa não gosta de mim e não me aceita”; “Ela não tem um pingo de benevolência” etc.


Há ainda pessoas que agem de modo ardiloso, tentando conquistar a simpatia dos demais a qualquer custo.


A base fundamental do nascimento do sentimento de ódio e inveja no coração de um praticante budista (onshitsu, em jap.) com relação a outro praticante está no fato de que, embora tenha tido a boa sorte de abraçar a fé, não consegue acreditar que sua própria vida é a Torre de Tesouro e que é um buda. Ele possui uma dúvida, uma ilusão no âmago da vida que o faz buscar a felicidade fora do seu coração. É por aí que as maldades se infiltram.


Cada um dos senhores é um resplandecente e supremo buda. São pessoas insubstituíveis possuidoras de grandiosa missão.


Em vez de ficarem se comparando com os outros, sejam vocês mesmos, valorizem-se a si mesmos e se esforcem para se lapidar e se aprimorar cada vez mais. Da mesma forma que você é um buda, as pessoas ao seu redor também são preciosos e inestimáveis budas.


Por isso, devemos respeitar e prezar os companheiros ao máximo. Esse é o segredo mais importante da forte união na SGI.


Parte 24 do capítulo “Correr com toda Força” do volume 29 da Nova Revolução Humana publicada dia 21 de abril de 2016




Fonte:


Brasil Seikyo, ed. 2328, 18 jun. 2016 - Conheça o Budismo


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