Torne-se um cidadão exemplar
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Torne-se um cidadão exemplar

Aqueles que lutam incansavelmente pelo kosen-rufu são verdadeiros cosmopolitas

Presidente Ikeda dá dicas de como os jovens podem empreender esforços para se tornar cidadãos que contribuem para a felicidade de toda a humanidade. As respostas foram retiradas dos livros Juventude Sonhos e Esperança, v. 1, e Diálogo sobre a Juventude, v. 3.


O que é ser cidadão do mundo?

Excelente exemplo de postura e comportamento


Há várias definições. Creio que todas estão corretas. Mas acredito que aqueles que lutam incansavelmente pelo kosen-rufu, como seus pais, que são membros da SGI, também são verdadeiros cosmopolitas. Eles oram sinceramente pela felicidade de toda a humanidade, dedicam-se abnegada e voluntariamente pelo bem-estar dos outros, e estudam a grande filosofia universal do Budismo Nichiren. São pessoas dignas do maior respeito de todos, pois mantêm um modo de vida válido em qualquer parte do mundo, mesmo que não tenham posto o pé fora do país. O reconhecimento internacional que a SGI conquistou atesta as minhas razões.


A pessoa verdadeiramente cosmopolita é aquela que compartilha como ser humano os sofrimentos e as tristezas e também a felicidade e as alegrias dos outros, e que se une às demais para promover os interesses comuns.


Que tipo de comportamento tem um cidadão do mundo?

Deseja sinceramente a felicidade da humanidade


Há a famosa história de Chiune Suguihara (1900–1986), que ajudou refugiados judeus a escapar do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1940, quando os nazistas estavam exterminando os judeus europeus, Suguihara era cônsul na Lituânia. Um grande número de refugiados vindos da Polônia solicitou-lhe a emissão do visto de trânsito para que pudesse passar pelo Japão e se dirigir a outro país.


Suguihara pediu ao ministro das Relações Exteriores do Japão que lhe permitisse conceder os vistos, mas todas as vezes o ministro recusou.


O que você faria no lugar de Suguihara?

Ele, sem saída, tomou uma decisão: “Não posso abandonar as pessoas que me procuraram pedindo ajuda. Se não as atender, estarei voltando as costas para Deus”. Assim, ele ignorou as ordens do ministro e concedeu os vistos, salvando quase seis mil vidas.


Depois da guerra, Suguihara foi demitido por desobedecer a ordem ministerial. Porém, em 1991, sua honra foi restituída pelo governo japonês.


Minha ação como cosmopolita tem a ver com aquilo que acredito ser correto?

Minhas convicções não mudam com a direção do vento


O escritor russo Leon Tolstoi disse: “A religião daqueles que não reconhecem a religião é seguir tudo o que a maioria poderosa segue. Simplificando, é a religião da submissão aos que estão no poder”. Creio que por religião Tolstoi se referia à filosofia no sentido mais amplo. O termo “filosofia” pode parecer difícil, mas na verdade estamos falando de uma crença intrínseca de convicção pessoal.


A definição do presidente Josei Toda sobre filosofia é bem conhecida: “A filosofia não é complicada nem difícil de compreender. Isso não acontece com a de Descartes ou Kant. Algumas pessoas podem dizer que não conhecem nada de filosofia porque não fizeram faculdade, mas filosofar significa simplesmente pensar”.


Acredite em seus princípios e defenda-os

Um dos exemplos mais básicos de filosofia é encontrado no diário de viagem de Mitsukuni Mito [um lorde do período feudal que viajou disfarçado por todo o Japão, corrigindo o mal e defendendo os necessitados]. Certa ocasião, ele pediu um pouco de água a uma camponesa idosa e depois se sentou sobre um fardo de arroz. A mulher, não o reconhecendo, ficou encolerizada, dizendo que ele havia se sentado sobre o saco de arroz destinado ao lorde Mito. Envergonhado, ele se curvou e se desculpou.


Para aquela camponesa, oferecer o arroz que ela havia colhido pessoalmente com cuidado e esforço para o lorde era sua filosofia. Portanto, filosofia significa defender princípios em que acreditam, não importam quais sejam.


Makiguchi e Toda, grandes cidadãos do mundo

Apesar de ter sido preso pelas autoridades militares, o Sr. Toda se recusou a comprometer suas crenças, permanecendo firme em seu compromisso com a paz. Pode-se dizer o mesmo do fundador da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguchi. A luta de vida e morte que empreenderam fez com que hoje conquistassem o respeito de pessoas do mundo inteiro. Eles nunca chegaram a sair do Japão, mas, há mais de noventa anos, o Sr. Makiguchi declarou-se um cidadão do mundo e, em 1950, o Sr. Toda falou da humanidade como uma “família global”, com seus olhos sempre focalizando o futuro da Ásia e de todo o mundo.


Conquistar a amizade das pessoas é uma forma de ser cidadão do mundo?

Um mundo globalizado reúne bons amigos em diferentes lugares com o mesmo propósito


A amizade é o ponto-chave. Descobri que as pessoas de outros países estimam a amizade muito mais profundamente do que muitos japoneses imaginam. Ela é parte fundamental da vida dessas pessoas. O fato de criar, desenvolver e jamais trair os laços de amizade são qualidades essenciais de uma pessoa cosmopolita.


Talvez entre vocês alguém esteja pensando: “Não sei falar inglês e não tenho nada a ver com a questão de ser cosmopolita”. Mas a questão é que, gostando ou não, vocês ocuparão seu lugar na sociedade no século 21, quando o mundo estará ainda mais globalizado.


Quando me encontrei com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, ele fez um comentário sobre uma observação feita pelo presidente da Polônia: “Hoje, um país não pode fabricar sozinho nem uma caixa de fósforos. O palito, o enxofre, a caixa e a cola — cada item vem de diferentes lugares”. Portanto, vários países participam da fabricação de uma simples caixa de fósforos.


Várias partes que formam o todo

Como podemos ver, a globalização de mercadorias e da produção está acontecendo num ritmo acelerado, e o mesmo está ocorrendo com a globalização da informação, especialmente com o desenvolvimento da internet.


Por essa razão, é absolutamente crucial a globalização do intercâmbio de sentimentos com o objetivo de conduzir essas rápidas mudanças para a paz. É por isso que a SGI está lutando para promover a paz, a educação e a cultura em todo o mundo.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.151, 13 out. 2012, p. D2
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