Transmitir, além das palavras, o coração das pessoas
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Transmitir, além das palavras, o coração das pessoas

SeikyoPost conversou com a jovem intérprete Yukie Endo, que relata suas experiências e expectativas para o Curso Latino-Americano de Budismo (CLAB), que desta vez acontece no Rio de Janeiro.


Nota do redator: Yukie é intérprete e confiante, está atuando no CLAB 2016. Profissionalmente, fez significativas participações, como nos preparativos do encontro do presidente Ikeda e sua esposa, Kaneko, com a Dra. Wangari Maathai, em 2008, e como intérprete da Seleção no Grand Prix de Voleibol, em 2005. Mas, dominar outras línguas não foi tarefa fácil para ela que durante 15 anos morou no Japão com a família. Dedicada, fez das dificuldades com o idioma japonês a motivação para se aperfeiçoar. Então, se formou Universidade Soka do Japão e se tornou intérprete.

Em 2012 ela retornou ao Brasil e agora os desafios são outros. Tradutora do Jornal Brasil Seikyo e à frente do Grupo Arco-Íris [tradutoras e intérpretes da BSGI], Yukie vê em atuação no CLAB uma forma de comemorar suas conquistas e se desenvolver ainda mais: "Estou muito emocionada porque neste ano completei 25 anos de prática budista, e além do mais, liderando o Arco-Íris atuarei no CLAB em minha cidade natal, comemorando os 50 anos da visita do Ikeda sensei ao Rio de Janeiro e os dez anos de minha formatura na Universidade Soka. Não há como não me sensibilizar e renovar minhas decisões. Quero atuar com todo o meu coração!".


Como você se prepara para atuar no CLAB?

Tento estar com a saúde em dia, mas desta vez foi mais difícil! Também organizo muito bem meu tempo para não acumular afazeres. Estudo previamente o conteúdo, leio e releio várias vezes o material e procuro algumas fontes de apoio.

Mas, o mais importante, o fundamental para isso tudo acontecer, é o daimoku e o coração de corresponder às expectativas do Mestre.


Nesse sentido, qual é a importância do seu papel como tradutora?

Há uma diretriz do presidente Ikeda para os intérpretes que sempre tenho em mente. E também faz parte das diretrizes do Grupo Arco-Íris: “Ser a intérprete que proporciona uma boa compreensão entre os participantes do diálogo”.

Esse ponto é muito forte para mim. Acredito que se eu não me empenhar para ser essa intérprete de primeira categoria, não conseguirei transmitir às pessoas a real grandeza das palavras do Mestre. Se cair na arrogância, deixando de ser humilde, posso ser a má influência que atrasará todo o movimento do kosen-rufu. Nesse sentido, o papel do tradutor é muito importante.


Qual é a sua expectativa para o CLAB, que desta vez é realizado no Rio de Janeiro?

Neste ano em especial, estou bastante emocionada, pois o CLAB é na minha terra natal, no meu Josho Rio. Com muita gratidão no coração, estou me esforçando para transmitir além das palavras, o coração do Ikeda sensei. Estou extremamente feliz!

É maravilhoso poder retribuir minha gratidão às terras que acolheram meus pais (meu pai é japonês e minha mãe é nordestina), às terras que me ensinaram a amar a Gakkai e o Ikeda sensei.

Esse ano completei 25 anos de prática, e foi no Rio que tudo começou. Também, fez 10 anos que me formei da Universidade Soka. Quero sempre me empenhar sem esquecer as diretrizes do presidente Ikeda para os alunos: “Para qual propósito um indivíduo deve cultivar a sabedoria? Você sempre deve perguntar a si mesmo esta questão!” e “Somente o trabalho e a devoção de um indivíduo à sua missão na vida, proporcionam a vida o seu valor”.

Como o Rio de Contínuas Vitórias, quero ser também Yukie de contínuas vitórias!




*Nota: Você pode conferir a história de Yukie no BS, ed. 2.269, 28 mar. 2015, p. A4
Fotografo: Italo Yukimaru

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