Um passo à frente!
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Um passo à frente!

Massayoshi Sato, 50 anos, casado, pratica o budismo há 30 anos. Empresário, nos recebeu em uma de suas lanchonetes franquiadas num movimentado shopping center em São Paulo. Ainda tímido, ele apresenta a filha, Amanda, que o acompanha na entrevista. Ele se ajeita e oferece alguns biscoitos para a nossa equipe.

Mais a vontade, diz que participar das atividades da BSGI fez com que ficasse mais desinibido na juventude. "Sempre fui muito tímido. Mas, agora estou melhor" (risos).


Como você conheceu o Budismo de Nichiren Daishonin?

Foi por meio dos meus pais que iniciaram a prática budista em 1967 no noroeste do Paraná. Um dia meu tio nos visitou, ensinando-nos o Nam-myoho-renge-kyo. Ele sabiamente nos concedeu o Gohonzon e o consagramos numa caixa de tomate, arrumada para ser um oratório, para que meus pais pudessem realizar a prática diariamente.


Na época, sua família moravam numa fazenda de café e seus pais eram empregados. Foi pensando em melhorar de vida que se mudaram para São Paulo?

Sim, mas na nova cidade morávamos numa casa insalubre, num antigo galpão desativado. Meus pais conseguiram melhor oportunidade profissional em Embú, interior de SP, e nos mudamos novamente. Lá ainda não realizavam reuniões da BSGI, por isso, somente em 1984, com a formação da Comunidade Embú, passamos a participar das atividades. Eu participei pela primeira vez de reunião da BSGI aos dezenove anos. Nesse dia, fui incentivado por um líder a recitar o Nam-myoho-renge-kyo com determinação para que fosse plenamente feliz. A sua convicção foi tão grande que me convenceu! E, como todo jovem, fiquei curioso, quis fazer um teste para tirar a prova real.


A prova real era com relação aos seus objetivos?

Eu tinha grandes objetivos mas, não sabia como alcançá-los e ao me aprofundar na prática budista, senti que era possível conquistá-los. Então, eu estudava muito! Além disso, trabalhava em São Paulo e nos fins de semana, voltava para casa, em Embú. Tinha uma vida bastante agitada, e com minhas orações diárias manifestava uma energia vital incrível.


Foi nessa época que conheceu sua esposa?

Foi um pouco depois, em 1986. A Catia, que já fazia parte da BSGI. Nos casamos depois de dois anos de namoro e hoje temos três filhas lindas!


Sua esposa sempre o apoiou na conquista dos seus sonhos?

Sim, ela me apoia sempre. Mas, os desafios foram muitos! Eu me esforçava porque queria mudar minha vida. Aprendi com os meus pais a não lamentar, procurando me dedicar ao máximo para ser um bom profissional.


Você acha que ter se dedicado a trabalhar intensamente foi benéfico?

Foi porque nessa época também me esforçava na organização de base e com isso, pude me lapidar. Também obtive reconhecimento profissional com isso. Uma vez, um patrão me ofereceu uma vaga numa fábrica de computadores da qual ele era sócio. Eu nem havia terminado o curso técnico e ganharia o dobro do salário. Abracei essa grande oportunidade e cresci muito com isso.


Quando você decidiu que era hora de montar o próprio negócio?

Foi depois que conheci a Catia. Montei uma empresa de assistência técnica, em São Paulo. Então, em 1995, me lancei paralelamente numa nova etapa. Minha esposa e eu, decidimos abrir nossa primeira franquia na área da educação, era uma escola de idiomas. O início foi bastante difícil e nos esforçavamos para cumprir nossas responsabilidades como empresários e líderes da organização. Convictos, conseguimos ampliar a nossa rede para quatro unidades de ensino em Osasco, SP. Pouco tempo depois, resolvi abrir uma franquia na área de alimentação, e com firme oração, seguimos a diante. A Catia ficou um pouco apreensiva, pois teríamos que nos desfazer de um bem. Mas, com firme daimoku, seguimos a diante. Deixei a assistência técnica para o meu irmão caçula, podendo assim expandir o número de lojas da nova operação, e hoje tenho quatro franquias.


A vida mudou depois disso?

Bastante. Consegui transformar a condição financeira e posso me dedicar com tranquilidade pela felicidade das pessoas, promovendo os ideais Soka. Em 3 de maio do ano passado, Catia e eu estivemos no Japão e no Auditório do Grande juramento pelo Kosen-Rufu, pudemos manifestar nossa gratidão ao Mestre e confirmamos nosso juramento seigan.


O que você pensa com relação ao futuro?

Quero continuar contribuindo pela expansão da filosofia budista. O meu desejo é fazer com que as pessoas se sintam motivadas para se desenvolverem cada vez mais. Sou muito feliz pela oportunidade de me encontrar e aprender com seres humanos maravilhosos e também, por contribuir para a felicidade dos outros. Fazer parte desse movimento humanístico Soka é o alicerce da minha vida, finaliza.


Massayoshi e família

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