Um voto para a democracia
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Um voto para a democracia

Exerça seu poder de cidadania e crie um mundo melhor

Viver numa sociedade justa

Em outubro, no Brasil, mais de 147,3 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estarão aptos a exercer seu papel de cidadania e participar da eleição para eleger o novo presidente da República, deputados federais, deputados estaduais, dois senadores para cada estado e também governador.


Em nota, o TSE divulgou que a Região Norte do país é a que possui mais eleitores jovens. Dos mais de 147 milhões aptos para votar, 1% representa os jovens entre 16 e 17 anos; 24,5% representam os de 18 a 29 anos; e 40,2% representam os que estão na faixa etária de 30 a 49 anos.


“Democracia¹1 é uma palavra de origem grega que pode ser definida como “governo” (kratos) do “povo” (demo). Pode ser entendida como um regime de governo onde o povo (cidadão) é quem deve tomar as decisões políticas e de poder.


A democracia pode ser direta, indireta ou semidireta: diante da impossibilidade de todos os cidadãos tomarem as decisões de poder (democracia direta), estas passam a ser tomadas por representantes eleitos (democracia indireta ou representativa) e, nesse caso, são os representantes que tomam as decisões em nome daqueles que os elegeram. E na semidireta o povo é chamado a estabelecer algumas leis, através de referendo (que pode ser de iniciativa popular), ou também para impor um veto a um projeto de lei, ou ainda propor, ele mesmo, projetos de lei.


Democracia no Brasil

A democracia brasileira teve início depois da ditadura militar, que durou mais de vinte anos (1964—1985). Após esse regime, o Brasil passou por uma crise econômica, social e política que, por sua vez, acreditava num sistema democrático cada vez mais próximo com a apresentação de uma nova Constituição, a qual contemplava a liberdade de direitos e a igualdade social. A nova Constituição dava à população o direito à liberdade de voto, de expressão e ainda criou as eleições que conhecemos hoje.


O movimento “Diretas Já”, ocorrido em 1984, foi responsável pelo avanço de algumas questões sobre as eleições no país, uma vez que reivindicava eleições diretas para eleger um novo presidente. Entretanto, o processo não foi considerado. O objetivo desse movimento de eleger um civil e destituir os militares do poder somente foi conquistado com a aprovação da Constituição.


Já em 1989 a população conseguiu eleger o presidente através das eleições diretas. Porém, em 1992, o presidente eleito sofreu o primeiro impeachment da história da democracia brasileira, sendo acusado de corrupção e fraudes financeiras.


Propagar ondas de mudança

Qual o nosso papel diante da nossa sociedade? Primeira opção: cruzar os braços e culpar outras pessoas? Segunda opção: ser o fator principal de uma mudança embasado no diálogo?


No livro Diálogo Sobre a Juventude — para os Protagonistas do Século XXI, o presidente Ikeda cita: “A palavra Brasil é considerada irmã da palavra sânscrita Bha, que significa brilhar, ou brilho esplendoroso. A expressão iluminar, que consta nos sutras budistas, também se origina dessa palavra. Espero que o futuro do Brasil seja tal como esse brilho esplendoroso”.


Participar da vida política do país é exercer a cidadania que é um direito nosso. É importante conhecer o caráter, as realizações, os projetos do candidato que governará o país, seu estado, sua cidade ou município.


Austregésilo de Athayde (1898—1993), ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, declarou: “A prática da democracia está tão intimamente ligada à autenticidade do voto popular, que é impossível concebê-la de outra forma (...) É na urna que o cidadão apoia ou reage, sustenta ou protesta. (...). O dever de todos é participar da vida política, utilizando o voto como expressão de vontade livre. (...)”.


Quem me representa?

Em uma orientação, presidente Ikeda disse: “O tipo de pessoas que queremos para líderes são aquelas que conseguem determinar um curso de ação e se esforçam ao máximo para isso com uma decisão firme e resoluta. (...) Tudo começa com uma única pessoa. É a partir dela que começam a se propagar grandes ondas de mudança”.


Outro exemplo foi dito durante reunião de líderes realizada em 2003 no Japão. Em seu discurso, o presidente Ikeda manifestou: “Chu-ko Kung-ming (também conhecido como Zhuge Liang; 181–234), famoso estrategista e estadista que aparece no clássico chinês Romance dos Três Reinos, disse aos oficiais que estavam sob seu comando: ‘O objetivo original de convocar uma assembleia é colher a opinião de várias pessoas e aumentar a vantagem leal’”.


Ao final do seu incentivo, declarou: “A política de Kung-ming era discutir as questões a fundo e solucionar as dúvidas das pessoas. Isso é ainda mais importante considerando que estamos vivendo na era da democracia. A união é uma força poderosa que leva à vitória.


Caro leitor, está em nossas mãos o futuro da nossa sociedade, tal como o presidente Ikeda bradou em julho de 1957: “Jovens, levantem-se como leões pela causa do triunfo do povo!”


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.432, 18 ago. 2018, p. E1-E3
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