Unam a voz das mulheres
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Unam a voz das mulheres

Devemos aumentar a força e a voz das mulheres que naturalmente protegem a vida

Asas para alçar no grande céu

No dia 30 de janeiro completou-se 25 anos desde que me encontrei com Rosa Parks [mãe do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos] no campus da Universidade Soka da América, no subúrbio de Los Angeles (em 1993).


Dia 4 de fevereiro era seu aniversário de 80 anos. Ela ficou muito feliz com o bolo preparado por minha esposa.

Durante o diálogo, com um sorriso benevolente de mãe do povo, afirmou: “Meu passatempo preferido é trabalhar junto com os jovens e apoiá-los”.


Meu desejo também é incentivar os jovens emergidos da terra e avançar juntos com eles.

No ano seguinte, a Sra. Rosa Parks atravessou pela primeira vez o Oceano Pacífico e visitou o Japão. Na ocasião, ela me presenteou com um lindo bordado com o título “Um pombo voando para o límpido céu azul”.


Eu lhe disse:

“O pássaro da esperança está voando para o límpido céu azul rasgando a escuridão rumo à alvorada. É a asa da esperança. Nada pode amarrar essas asas da liberdade”.


A força e a voz das mulheres

Estamos vivendo uma era em que a atuação da mulher será de extrema importância em qualquer comunidade ou organização.

No ano passado, em uma conferência em Nova York, as Nações Unidas adotaram o Tratado de Proibição de Armas Nucleares.


A coletânea das vozes das vítimas de bombardeio de Hiroshima, de Nagasaki e das mulheres buscando acabar definitivamente com as armas nucleares se tornou uma força que impulsionou o movimento.


Como é do conhecimento de todos, a atuação das mulheres na campanha de desarmamento organizada pela Ican (Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares), que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, a diretora da organização, Beatrice Fihn, foi fundamental para a assinatura do tratado.


No dia 17 de janeiro, a comitiva dessa organização visitou a sede-geral em Shinanomachi, manifestando a expectativa de estreitar ainda mais a relação de amizade com a SGI.


Relataram-me que a diretora Beatrice, mãe de dois filhos, ouvindo a tragédia vivida pelas vítimas do bombardeio, ainda crianças na época, determinou fortemente que jamais permitiria que as crianças de hoje passassem pela mesma tragédia.


Devemos aumentar cada vez mais a força e a voz das mulheres que naturalmente protegem a vida e fortalecer a rede de jovens e do povo que bradam pela paz!


O encontro da diretora Beatrice com as representantes da Divisão Feminina e da Divisão Feminina de Jovens [da Soka Gakkai] também se tornou excelente momento de intercâmbio descortinando um futuro promissor.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.408, 24 fev. 2018, p. B3
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