Viver altivamente
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Viver altivamente

No primeiro volume do livro Juventude — Sonhos e Esperanças, o presidente Ikeda incentiva os jovens a não ter vergonha por viver em condições financeiras humildes, mas a se desafiar a se tornar pessoas felizes e inspiradoras

Pode ser que existam aqueles que têm dificuldade para pagar a mensalidade escolar devido à situação financeira da família,enquanto outros se sentem frustrados porque não podem comprar o que querem. Mas devem compreender que essas situações não são incomuns. Muitas pessoas passam pelas mesmas experiências. Não há motivo algum para se envergonhar da pobreza. Desonroso é ter um coração pobre ou viver desonestamente. Nascer em berço de ouro não é garantia de felicidade, assim como nascer em um barraco não determina a infelicidade.

A maioria das pessoas de hoje acredita que o dinheiro equivale à felicidade. Elas estão cometendo um grave engano. A felicidade ou infelicidade de uma pessoa não depende de suas posses materiais. Mesmo uma família rica e aparentemente invejável pode estar enfrentando algum problema sério que não seja evidente para os outros.

Certa vez conversei com um empresário mundialmente famoso que disse: “Apesar de ter alcançado fama e fortuna, quando eu era pobre sentia-me mais determinado e realizado. Eu tinha objetivos e a vida era cheia de desafios”. Ele continua: “Compreendi recentemente que, para recuperar o mesmo sentimento de realização, tenho agora de contribuir para o bem-estar e a felicidade dos outros”. Suas palavras são realmente profundas.

Vocês não devem pensar que carecem de sorte só porque seus pais são pobres ou não têm estudo, ou porque brigam constantemente. Ao contrário, quero que pensem que esta é a situação mais comum de todas no mundo humano e que ela permitirá que vocês se tornem pessoas realmente humanas.

Podem pensar que o ideal seria nascer em uma mansão e numa família distinta. Mas um mundo como esse, regido pela formalidade, tradições e vaidades, em que as pessoas agem como máquinas seria difícil viver como um verdadeiro ser humano.

Portanto, mesmo que vejam seus pais brigando, que alguém os repreenda, ou que os outros desdenhem de vocês, continuem sorrindo. Considerem tudo como matérias-primas para desenvolverem um grande coração e se tornarem pessoas magnânimas e de essência. É passando por dificuldades que se tornarão pessoas que compreendem o sentimento dos outros.

Quem não tem empatia pelos outros jamais será um verdadeiro líder. Um dos grandes infortúnios do mundo atual é a existência de muitos líderes que não compreendem o sentimento das pessoas. A dor e a tristeza cultivam as vastas terras de seu ser interior e, a partir daí, é que desabrocham as belas flores do desejo de lutar pela felicidade das pessoas.

Nota:

1. Nas escolas públicas japonesas há uma taxa mensal a ser paga pelos alunos.

Fonte:

Juventude — Sonhos e Esperanças, v. 1, p. 23-24.

 

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