Acumulem ilimitada boa sorte
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Acumulem ilimitada boa sorte

Texto extraído e adaptado do artigo Diálogo Sobre Mães e Filhos do Século 21, de autoria do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, publicado na revista japonesa Daisanbunmei e publicada no jornal Brasil Seikyo ed. 2.426 7 jul. 2018, p. F4.


Da perspectiva budista, tudo o que acontece na vida possui significado. As pessoas que vencem as dificuldades e avançam com base em forte fé conseguem desfrutar a existência em profundidade.

O primeiro presidente da Soka Gakkai [Tsunesaburo Makiguchi] foi separado de seus pais na infância. Ele cresceu e se desenvolveu enfrentando sucessivos desafios. Sha­kyamuni [fundador do budismo] também perdeu a mãe quando nasceu; ela morreu no parto. Esses dois exemplos mostram que as pessoas podem se desenvolver como grandes indivíduos mesmo que não desfrutem a presença dos pais. Ao se depararem com uma situação desvantajosa, se possuírem força, um coração grandioso e profunda fé, serão capazes de mudar tudo a favor de si próprios. Por essa razão, é importante que cultivem nas crianças um coração forte para que, no futuro, elas não sejam derrotadas por quaisquer circunstâncias.

Cada família vive situações diferentes. Independentemente das circunstâncias, por favor, assegurem que as crianças não se sintam inferiores em relação às outras. Os pais devem se esforçar para superar o individualismo e empreender ações em prol da sociedade e das demais pessoas. Certa vez, o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, disse o seguinte a uma senhora que enfrentava dificuldades com a educação do filho: “Antes de querer moldar seu filho num triângulo ou num quadrado, acumule boa sorte. Se a senhora tiver boa sorte, ele crescerá como um excelente adulto. Acumule boa sorte dedicando-se sincera e seriamente à prática budista”.

O sofrimento dos filhos é o sofrimento dos pais. É ainda maior a dor que um pai ou uma mãe sente ao ver o filho adoecer do que a dor que sentiriam se eles próprios estivessem doentes. Não há tristeza maior para eles verem o filho, que teria um longo futuro pela frente, adoecer. “Por que meu filho tem de sofrer dessa maneira?”, os pais podem questionar. Recebo inúmeras cartas do mundo inteiro de pais cujo filho luta desesperadamente contra uma doença. Quando as leio, oro pela total recuperação da criança e envio palavras de encorajamento para que a família não sucumba a essa adversidade e siga adiante. É fundamental que os membros da família nunca percam a esperança e vivam com coragem. Muitas vezes, os pais podem cair em desespero. Isso é natural. Nesses momentos, levantem-se com coragem, ergam a cabeça e avancem.

Josei Toda orientou um senhor cujo filho em conflito com a lei se recusava a voltar para casa:

“Com base na perspectiva budista, a questão fundamental reside no carma dos pais que sofrem com o filho. É importante que o senhor tenha o desejo de criar seu filho e de transformá-lo numa pessoa admirável. Agir dessa forma é agir como um buda. A relação compartilhada por pais e filhos é mística. Da perspectiva da eternidade da vida — que abrange passado, presente e futuro — os laços que os unem são realmente profundos. Um filho dá aos pais a oportunidade de edificarem uma vida suprema. Dependendo de como o senhor vê essa circunstância, o curso da vida do senhor e de seu filho vai diferir significativamente. Por maior que seja o sofrimento ou a dificuldade que esteja enfrentando, diga a seu filho: ‘Obrigado por ter nascido’. Enquanto tiver esse sentimento, tanto o senhor como seu filho avançarão rumo à felicidade”.

 

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