Como podemos desenvolver alegria na fé?
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Como podemos desenvolver alegria na fé?

O ponto principal é que a alegria é algo que devemos compartilhar

No diálogo sobre a Sabedoria do Sutra de Lótus, o presidente Ikeda escreve: “Daishonin disse o seguinte sobre a alegria: ‘A ‘alegria’ significa uma satisfação compartilhada com as pessoas’; e ‘a ‘alegria’ é compartilhar a sabedoria e a benevolência com os outros’. O ponto principal é que a alegria é algo que compartilhamos com os outros. Preocupar-se unicamente com a própria felicidade é egoísmo. Preocupar-se apenas com a felicidade dos outros é hipocrisia. A verdadeira felicidade é tornar-se feliz junto com os outros. O presidente Toda [segundo presidente da Soka Gakkai] disse o seguinte: ‘Não há nenhuma dificuldade em se tornar feliz sozinho. Isso é fácil. Ajudar as outras pessoas a se tornarem felizes é a base de nossa fé’.”


Esta ideia é mais do que natural em nosso dia-a-dia, pois como poderemos dizer que somos felizes, com saúde, dinheiro e harmonia, se quando saímos para a rua nos deparamos com violência ou sofrimentos de outras pessoas? Da mesma forma, como poderíamos dizer que somos felizes pelo fato de os amigos, os familiares e conhecidos terem plena prosperidade, se ainda passo por dificuldades? O budismo mostra que os dois pontos têm de ser alcançados. A minha iluminação e a iluminação das pessoas que me cercam estão relacionadas. É como acender a lanterna durante uma caminhada; quando acendo a minha lanterna acabo iluminando o caminho de quem está ao meu lado.


Em suma, no Sutra do Lótus consta que o grande benefício se origina do fato de incentivar com coragem as outras pessoas a praticarem o budismo. A propagação não é uma mera explicação teórica e filosófica, mas sim, a convicção e o sentimento capazes de tocar o coração de outras pessoas.


Nenhum benefício pode se equiparar à alegria de propagar a Lei Mística. Nada é maior do que a alegria de ver outras pessoas tornando-se felizes como resultado de nossos próprios esforços, com diálogo e sinceridade. E, quando nos alegramos diante da felicidade dos outros, nossa própria vida torna-se cada vez mais pura. É um ciclo que fortalece a nossa fé.


Por outro lado, o comportamento que temos diante de um problema mostra como está a nossa alegria da fé. Quando surge um obstáculo podemos agir de duas formas: uma é lamentando ou reclamando da má sorte; a outra forma é determinando ser ainda mais forte, a enfrentar e desafiar esse obstáculo, como uma maneira de autoaprimoramento e crescimento. Esta última forma é como geralmente agem as pessoas que desfrutam da alegria da fé.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 1.795, 14 maio 2005, p. A6
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