É tempo de autoestima! (parte 2)
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É tempo de autoestima! (parte 2)

Nos tópicos anteriores foram apresentados dois problemas básicos: o medo do fracasso e a falta de motivação intrínseca (para ver o post antigo clique aqui). Reforçando: falta de motivação significa abrir mão dos próprios desejos e se obrigar a fazer o que não gosta. Tais problemas destroem a autoestima. Para solucioná-los, o primeiro passo é resolver a questão da motivação. Os passos seguintes surgirão como consequência do primeiro.


O que valida uma religião como verdadeira é se ela aponta qual é a motivação humana primordial e se oferece meios para que todas as pessoas a manifestem na vida diária. Viver de acordo com a motivação humana primordial assegura uma autoestima poderosa, duradoura e totalmente positiva. A certeza do que se quer cria a coragem necessária para vencer o medo do fracasso e gera a incrível habilidade de transformar o veneno em remédio, derrotas em vitórias e sofrimentos em felicidade. Por essa razão, a religião que coloca o ser humano em contato com essa motivação humana essencial é o nó primordial.

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, afirma: “A principal motivação na vida é a aspiração ao estado de buda, ou seja, o forte desejo de se unir à energia cósmica e retornar à sua essência. Essa motivação, que é mais forte que o amor, o ódio, a razão, o desejo, ou até mesmo que o desejo de viver, reside nas profundezas da vida de cada pessoa e, com frequência, fica encoberta pelas funções do desejo e da ignorância. Apesar disso, ela está lá, em todas as pessoas, e é basicamente o maior de todos os desejos humanos. Chamo isso de ‘desejo religioso’ ou de ‘intuição da suprema verdade’. Esse forte sentimento pode ser manifestado somente pela prática exposta por Nichiren Daishonin que é fundamentada numa compreensão da natureza de buda em toda vida, cujo propósito é a unicidade com a força vital universal. No Budismo Nichiren, cada pessoa manifesta plenamente o estado de buda em seu próprio interior”.


Quando a autoestima depende da fé e da virtude, ela se torna a força que impulsiona a pessoa a superar seus medos, suas dificuldades e a capacita a construir a própria felicidade, independentemente das circunstâncias. Quanto mais profunda a fé e a virtude, mais profunda e duradoura será a autoestima.

Quando a fé se baseia na motivação humana primordial — a iluminação —, ela se transforma numa fé fundamental. Para o indivíduo que possui essa fé, não importa quão profundo seja o sofrimento, ele o supera porque sabe que dentro de si existe o poder para se libertar de qualquer sofrimento e ser feliz.

A virtude mais importante é criada pela atitude fundamental. Essa atitude é a benevolência e ela é essencial porque está de acordo com a principal motivação humana — o estado de buda. Ter benevolência é reconhecer o estado de buda na vida das outras pessoas. E isso só é possível quando a pessoa reconhece essa condição iluminada em si mesma. Conforme o sucesso nesse empreendimento, forma-se a rede de confiança.

Confiar significa reconhecer, por meio da fé, o estado de buda em si e nos outros. Essa rede de confiança, formada por pessoas que confiam no próprio estado de buda e no dos outros, é chamada no budismo de kosen-rufu.



Fonte: Terceira Civilização, ed. 566, 10 out. 2015

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