"Nam” – experime a felicidade absoluta no cotidiano
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"Nam” – experime a felicidade absoluta no cotidiano

A prática correta do Nam-myoho-renge-kyo estabelece um estado no qual nossa vida permeia todo o universo

“Nam” [de Nam-myoho-renge-kyo] é entrar em sintonia com o universo por meio da integração completa da prática individual com a prática altruística (jigyo keta, em japonês). Ou seja, é a devoção da vida buscando a felicidade individual e a coletiva.

Somente assim, com as duas práticas ocorrendo ao mesmo tempo, é possível afirmar que estamos devotando e unos à Lei Mística.


Devotar é estabelecer qual é o ponto cêntrico (essencial) da nossa vida. A que, fundamentalmente, nos empenhamos e dedicamos nossa vida?

Dependendo daquilo que nos devotarmos, teremos como resultado a felicidade ou infelicidade. O que o budismo explica e garante é que a devoção (Nam) à Causalidade da Lei Mística (Myoho-renge-kyo) gera uma intensa alegria de viver e benefícios incalculáveis.


É importante não confundir devoção com esforço. É natural esforçar-se no trabalho, por exemplo. Devotar é algo mais profundo: é em que sua vida está baseada.


Se o meu objeto de devoção (referência essencial) for o trabalho, por exemplo, estarei feliz enquanto estiver empregado. Perdê-lo gerará infelicidade. Contudo, se a devoção for à Lei Mísitca, independentemente do que ocorra, estarei sempre iluminado e, portanto, apto a reverter qualquer situação. Cultivar uma condição assim é o objetivo prático do “Nam”.


“Tenho certeza de que alguns de vocês acham que expressões como ‘não poupar a própria vida’ ou ‘dedicar a vida ao budismo’ encorajam uma forma de sacrifício, uma espécie trágica de autoflagelo. Mas o estado de espírito que motiva esse tipo de devoção ao qual me refiro é completamente diferente. É um estado de paz e serenidade, um estado totalmente livre do medo. É uma sensação tão expansiva como um claro e límpido céu azul, uma plenitude de esperança, alegria e satisfação, um estado de ser absolutamente livre e sincero consigo mesmo", afirma o presidente Ikeda.


Quando podemos sentir essa alegria da Lei? Agora! No cotidiano, exatamente no local e nas condições em que nos encontramos neste momento. Este é o propósito da prática do daimoku diante do Gohonzon. Cultivar um estado de felicidade que não depende de nenhuma circunstância externa.


De acordo com o budismo, com exceção da Lei Mística (Myoho), tudo na vida é transitório e depende de vários fatores. Por isso, nem sempre as situações acontecem da maneira como gostaríamos. Já a Lei é diferente, ela é a fonte de todos os fenômenos e isso é uma verdade imutável. Devotar-se à Lei é o único ato verdadeiramente real. E isso faz uma diferença significativa! Portanto, recitar o daimoku é o que temos de concreto na vida.

No momento da oração, tenha uma prática individual compromissada com a mudança e tenha a disposição de agir conforme a Lei. Assim, manifestará uma “mente de fé” capaz de mudar qualquer circunstância, porque agimos baseados na Lei que é a origem de todos os fenômenos.


Isso significa que, ao recitar daimoku, não basta simplesmente dizer as palavras. Tem de dizer com a disposição de “vestir a camisa”, assumir o compromisso, assumir um comportamento coerente com a Lei Mística.

O “Nam” une nossa vida com a Lei e permite que sejamos capazes de agir com base nela, de acordo com o fluxo correto da vida.


“Muitas coisas acontecem na vida. Há tristezas e sofrimentos. Todos os dias, há coisas que não gostamos ou que nos aborrecem. Casais podem brigar. Pode haver o divórcio e a consequente tristeza. [...] Mas a fé é a ‘máquina’ que nos possibilita [...] transformar nossos problemas em felicidade, o sofrimento em alegria, a ansiedade em esperança e a preocupação em tranquilidade. Jamais chegaremos a um muro que não poderemos ultrapassar", finaliza o presidente Ikeda.



Fonte: BS, ed. 2.043, 10 jul. 2010, p. A5

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