“O maior teimoso da Lei Mística”
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“O maior teimoso da Lei Mística”

Não importa como nem em que momento da vida as pessoas chegam à Soka Gakkai, todas transformam o destino

Com base na seção Meu bloco, minha alegria — Respostas do romance Nova Revolução Humana para os desafios da vida diária — publicada no jornal Brasil Seikyo. Texto para apoio às atividades na linha de frente da BSGI, principalmente para novos associados.

Foram utilizados trechos do trechos do do volume 8 da Nova Revolução Humana.


Doença, dívidas e desarmonia

A SGI é fruto da união de pessoas de bem que se dedicam de corpo e alma a eliminar a miséria do mundo por meio da revitalização de cada indivíduo. Não importa como nem em que momento da vida as pessoas chegam à Soka Gakkai, todas transformam o destino e triunfam!


Na sua fase inicial, os membros eram pessoas do povo atoladas em sofrimentos, doença, dívidas e desarmonia familiar:

“E foram essas pessoas que, lutando contra a dura realidade, despertaram para a missão de bodisatva da terra e se tornaram personagens principais da construção do bem-estar social.”


Tudo começa com o mestre

Tsunesaburo Makiguchi, fundador da Soka Gakkai, faleceu na prisão por defender os direitos humanos e a dignidade da vida. Seu discípulo, Josei Toda, também estava aprisionado e, ao ser informado da morte de seu mestre, explodiu em ira, profundamente triste e indignado:

“Quando foi libertado, jurou que se vingaria combatendo a natureza maligna do poder como o maior ‘teimoso da Lei Mística’. A sua vingança seria a prova real do senso de justiça de seu mestre — ele decidiu criar a grande correnteza do kosen-rufu herdando os ideais sustentados por Makiguchi. Em outras palavras, eliminar a miséria da face da Terra criando a era da revitalização do ser humano em que seu espírito triunfe sobre o autoritarismo, sobre a força das armas e da violência. Josei Toda decidiu que abriria o caminho para a paz perene do mundo. Da mesma forma como Makiguchi consagrou sua vida em prol da paz e da felicidade de todas as pessoas, Toda sensei também devotou o resto de sua vida a esse grande ideal. O ‘caminho do leão’ é o ‘caminho de mestre e discípulo’ — ambos vivem em defesa dos altos propósitos da justiça.”


A vingança contra a injustiça é a justiça; contra a miséria é a vitória e a plena prosperidade de cada ser humano. O segredo é se tornar um “teimoso da Lei Mística” — persistir em ser feliz em todas as situações; recitar daimoku e fazer shakubuku mesmo assolado pelas ondas do cotidiano; é teimar em ser otimista, autoconfiante mesmo em ambientes hostis; é agir com compaixão e acreditar em cada pessoa; é dialogar, ser generoso e encorajar os amigos e associados da SGI, sempre.


Uma jovem e seu mestre

Um exemplo de persistência na prática budista é Michiyo Watari, nascida na Coreia do Sul. Seus pais eram japoneses e quando ela tinha 13 anos, retornaram ao Japão logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Quando o trem de carga que viajavam chegou numa cidade em ruínas, notaram que se tratava de Hiroshima, então devastada pela bomba atômica. Seu jovem coração se encheu de fúria contra o autoritatismo brutal que provocara aquele sofrimento.


A vida da família era sofrível, moraram em barracos. Com muito esforço, ela se graduou em direito e participava de movimentos socialistas. Sua vida começou a ganhar sentido quando um leiteiro lhe falou da Gakkai.


Ela decidiu praticar, mas com uma ressalva: se não obtivesse resultados, abandonaria a organização. Depois de um ano, se sentia tão feliz e realizada que jurou dedicar a vida ao movimento de revolução humana da SGI. Começou a trabalhar no Seikyo Shimbun e se tornou responsável pela Divisão Feminina de Jovens. Ikeda sensei a orientou várias vezes sobre a vida diária.


Persistência

Certo dia, desanimada, ela foi se lamentar porque sua proposta de atividades não havia sido aprovada. Ikeda sensei lhe disse com rigor:

“— O kosen-rufu é uma revolução sem derramamento de sangue que construirá a paz e a felicidade para todas as pessoas. Por mais que fossem perseguidos, os revolucionários mantiveram suas convicções e devotaram a vida às suas causas. Uma pessoa como você, que logo se desanima porque sua opinião não foi aceita, não está qualificada para promover algo tão importante”.


Em outro momento, ele incentivou:

“— Por mais que esteja atribulada, se preocupe com sua aparência como mulher e se vista distintamente. Nunca seja relaxada nesse ponto. As mulheres de primeira categoria sempre se preocupam com isso. Se for uma líder que não consegue manter esse cuidado, ninguém irá ouvi-la nem acompanhá-la”.


E sobre a arte de liderar, Ikeda sensei orientou com clareza:

— Se você centraliza tudo e atua pensando somente em si mesma, os membros não se desenvolverão. Pense em como liderar para que suas companheiras evidenciem plena capacidade atuando com alegria e satisfação. Focalize a luz nas companheiras e não somente em si mesma. Ouça bem a opinião delas e as envolva com todo seu calor humano. Uma líder fria como uma máquina ficará sozinha no fim”.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.393, 28 out. 2017, p. A7
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