Prática da fé para superar as dificuldades
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Prática da fé para superar as dificuldades

Confira o resumo das matérias de estudo do Exame de Budismo para Admissão 2016

Quando abraçamos e praticamos a Lei correta visando evidenciar a condição de buda, damos início a uma revolução para transformarmos fundamentalmente a nossa vida. E como em qualquer revolução, no exercício budista, também, forças contrárias a essa transformação de vida se manifestam no interior da própria pessoa ou em meio às pessoas do seu relacionamento. São como as ondas que surgem quando o barco avança.

Estes impedimentos, que surgem no caminho do exercício budista rumo ao estado de buda, são caracterizados pelos “três obstáculos e quatro maldades”.

Além disso, o Sutra do Lótus expõe também que os “três poderosos inimigos” surgirão para perseguir os “devotos do Sutra do Lótus” que propagam o Sutra do Lótus na era maléfica dos Últimos Dias da Lei. Por outro lado, o surgimento dos “três poderosos inimigos” nada mais é que a comprovação de ser o verdadeiro devoto do Sutra do Lótus.


“Obstáculos” são forças ou funções que surgem para impedir o avanço da prática budista. Os três obstáculos são: obstáculo dos desejos mundanos, obstáculo do carma e obstáculo da retribuição.

O “obstáculo dos desejos mundanos indica os impedimentos à prática da fé causados pelos próprios desejos mundanos, tais como a avareza, a ira e a estupidez.

O “obstáculo do carma indica os impedimentos gerados pelo mau carma. Na passagem de Carta para os Irmãos, Daishonin afirma que esses impedimentos surgem por meio de pessoas próximas como esposas ou filhos.

O “obstáculo da retribuição” indica os impedimentos derivados da condição de vida na presente existência, consequência da retribuição do mau carma de vidas passadas. A passagem de Carta para os Irmãos cita obstáculos que surgem na forma de pessoas em posição de autoridade como soberanos ou pais.


“Maldades” são forças ou funções que usurpam da vida da pessoa que pratica o budismo, o brilho da vida como entidade da Lei Mística. As quatro maldades são: maldade dos cinco componentes, maldade dos desejos mundanos, maldade da morte e maldade celestial.

A “maldade dos cinco componentes” refere-se à tentativa de impedir a prática da fé em decorrência da desarmonia nas funções físicas e mentais dos cinco componentes da vida [forma, percepção, concepção, volição e consciência] da pessoa que pratica o budismo.

A “maldade dos desejos mundanos refere-se à manifestação dos desejos mundanos, tais como, os três venenos da avareza, ira e estupidez, que destrói a prática da fé.

A “maldade da morte” indica a tentativa de impedir a prática em decorrência da própria morte. A dúvida na fé criada em função da morte de outro praticante, também, pode ser vista como aspecto de derrota diante da “maldade da morte”.

Por fim, a “maldade celestial” ou “maldade do céu onde se desfruta livremente criações alheias” refere-se aos impedimentos causados pela ação do “rei do céu onde se desfruta livremente criações alheias” ou “rei demônio do sexto céu”. É considerada a essência da maldade.


Os desejos mundanos da avareza, ira e estupidez, a esposa ou o marido, os filhos, os pais, os cinco componentes e a morte não são propriamente os obstáculos ou as maldades. O fato de ser dominado e influenciado pelos mesmos devido à condição de vida enfraquecida do praticante faz com que se tornem funções dos três obstáculos e quatro maldades.

Daishonin afirma: “Há algo definitivamente extraordinário no fluxo e refluxo da maré, no nascer e pôr da Lua, e na maneira como o verão, o outono, o inverno e a primavera sucedem um ao outro. Algo inusitado também ocorre quando uma pessoa comum atinge o estado de buda. Nesse momento,os três obstáculos e as quatro maldades aparecem infalivelmente; e quando isso ocorre, o sábio se alegra, ao passo que o tolo recua” (Três Obstáculos e Quatro Maldades, CEND, v.I, p. 666).

O importante é ter a convicção de que o momento em que surgem os três obstáculos e quatro maldades é o do grande avanço para atingir o estado de buda.


Na estrofe de vinte versos do décimo terceiro capítulo do Sutra do Lótus, “Encorajamento à Devoção”, Shakyamuni descreve o surgimento de três tipos de pessoas que perseguem aqueles que propagam o Sutra do Lótus nos Últimos Dias da Lei chamados de “três poderosos inimigos”.

O primeiro dos poderosos inimigos, de leigos arrogantes, é descrito como pessoas que desconhecem o budismo e perseguem os devotos do Sutra do Lótus.

O segundo dos poderosos inimigos refere-se a sacerdotes budistas, arrogantes e presunçosos, que perseguem os devotos do Sutra do Lótus.

O terceiro dos poderosos inimigos refere-se a altos sacerdotes respeitados e venerados como sábios budistas. Em geral, vivem isolados em locais retirados. São ávidos por fama e dinheiro e, com mente maléfica, tentam derrubar os devotos do Sutra do Lótus.

Considera-se que as perseguições provocadas pelos dois primeiros inimigos podem ser suportadas e vencidas. Entretanto, as perseguições do terceiro inimigo são de natureza extremamente maléfica por serem sorrateiras e difíceis de serem identificadas.

Quando se propaga o Sutra do Lótus nos Últimos Dias da Lei, os três poderosos inimigos surgem infalivelmente com o intuito de impedir a propagação. De fato, Nichiren Daishonin atraiu para si os três poderosos inimigos, comprovando assim que ele próprio é o devoto do Sutra do Lótus dos Últimos Dias da Lei.



Fonte: Os Fundamentos do Budismo de Nichiren

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