Qual é a estratégia de ação de um budista?
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Qual é a estratégia de ação de um budista?

Todas as pessoas são budas! Esta foi a conclusão de Shakyamuni ao se iluminar. Como buda, seu maior desejo era que todos se tornassem budas também. Sendo assim, o mais importante na prática budista é agir pela felicidade dos demais.

Sendo assim, um budista age unindo o propósito do Buda com a sua atitude.


Não é qualquer ação

O propósito do budismo é a iluminação de todas as pessoas. Portanto, ação no budismo é agir pela felicidade das pessoas.

As pessoas são potenciais budas. São as atitudes delas que tornam real o estado de buda.


Atitude é iluminação

Ser um buda é fazer das próprias atitudes incentivos para outras pessoas se iluminarem também. Isto é kosen-rufu!

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, afirma: “O kosen-rufu é a própria essência do Sutra do Lótus. É o ritmo da grande vida que é o Nam-myoho-renge-kyo. É o empenho para elevar o estado de vida de toda a humanidade até chegar ao estado de buda”.


Realização é ação

Tornar o estado de buda uma realidade na vida de todos é kosen-rufu — a ação mais nobre dos seres humanos. O presidente Ikeda ressalta que “não é o suficiente dizer que todas as pessoas são budas. Sem o empreendimento do kosen-rufu para capacitar todos a se tornarem budas, esse conceito não passa de teoria. O ensinamento essencial — a segunda metade do Sutra do Lótus — trata da realização. E realização é o mesmo que ação”.


Unicidade de mestre e discípulo

Concretamente, quem percebe o próprio estado de buda desperta nos outros a mesma percepção. Esta é a reação em cadeia da unicidade de mestre e discípulo.

O discípulo não assume a posição confortável de receber passivamente a “iluminação” do mestre, com o desejo de autossalvação. No local onde vive, o discípulo age no lugar do mestre, despertando outras pessoas para a própria iluminação.


Ensinamento essencial

Voltando ao ensinamento essencial, na primeira metade do Sutra do Lótus é explicado sobre a unicidade de mestre e discípulo. “Mas é no ensinamento essencial que realmente aparecem os praticantes desse princípio. São os bodisatvas da terra”, esclarece o presidente Ikeda.

Bodisatvas da terra são discípulos que agem como o mestre. E, se budismo é ação, aqueles que agem como budas são os que praticam o budismo de fato.


Unidos no coração

Nos tópicos a seguir, o líder da SGI explica mais sobre a forma como mestre e discípulo se relacionam: “Qual é o significado da unicidade de mestre e discípulo no budismo? É claro que fisicamente o mestre e o discípulo são duas entidades diferentes. É no coração, ou no espírito, na Lei abraçada pela pessoa, que eles são inseparáveis”.

Ele continua: “Portanto, é importante buscar um mestre que pratique a Lei corretamente, e avançar com o espírito de se tornar uno com o mesmo espírito dele.”


Formalidade não é o caminho

“Um relacionamento que não estiver embasado na Lei nem no espírito, em que um atende cegamente às ordens do outro, numa relação de chefe e subordinado, e em que a pessoa diz que é discípula de outra apenas por formalidade, não é o correto caminho do budismo”, diz o líder.

O presidente Ikeda arremata: “O budismo diz respeito àquele discípulo que herda o espírito do mestre e que avança ilimitadamente rumo ao kosen-rufu. Sem a unicidade de mestre e discípulo não há avanço, somente declínio”.


O essencial da prática budista

Nikko Shonin, sucessor do buda Nichiren Daishonin, enfatizou que a unicidade de mestre e discípulo é essencial à prática budista e confirma que tal unicidade no budismo não é questão de formalidades: “Não sigam nem mesmo o sumo prelado da época se ele se voltar contra a Lei do Buda e propuser suas próprias opiniões”, diz.


Conclusão

Quem decide praticar corretamente o budismo age como buda. Em outras palavras, faz de sua atitude um incentivo para conduzir todas as pessoas à iluminação. A maneira de fazer isso é assumir a missão do mestre no local em que vive. Portanto, viver em perfeita sintonia com o mestre que pratica corretamente a Lei é a forma como age um budista.



Fonte: Terceira Civilização, ed. 541, 14 set. 2013, p. 42

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