Quando tudo parece estar dando errado...
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Quando tudo parece estar dando errado...

O resultado da prática budista se sustenta em dois pilares: oração e ação, ou seja, o seu comportamento

A vida diária de uma pessoa é reflexo da sua oração e do seu comportamento. Quando algo não vai bem, ela deve analisar como estão esses dois aspectos.

Por exemplo: uma pessoa que ora pela transformação financeira, mas gasta muito mais do que ganha, não possui comportamento coerente com a oração.


Se alguém vive incoerente como no exemplo acima, sua oração não encontra meios para funcionar. O comportamento é a expressão da fé da pessoa. É por meio do comportamento que a oração produz respostas.

Em um dos escritos do buda Nichiren Daishonin consta: “Não deve comentar com outras pessoas se lamentando que este mundo é difícil de ser suportado. Se o senhor proceder dessa forma, estará agindo contra a atitude de um sábio”.


Quando não existe resposta das orações, o erro pode estar em dois pontos: a oração não encontra “espaço” para se manifestar na vida diária ou a pessoa muda sua fé de acordo com seu comportamento.

Algumas pessoas simplesmente não querem mudar o comportamento. Inacreditavelmente, elas passam a adaptar suas orações e sua fé para justificar seus atos. Isso só piora as coisas.


Você não deve adaptar a prática budista de acordo com sua conveniência. Nesse caso, “a ordem dos fatores piora o produto”. O correto é corrigir o comportamento de acordo com a oração. E nunca alterar a prática para justificar ações erradas.

Outro exemplo: uma pessoa que usa o momento da oração para lamentar, assim como ela já faz no cotidiano, naturalmente dissemina essa negatividade nas atividades, na família, no trabalho etc. A oração deve ser feita com alegria e certeza absoluta da vitória.


Quando o comportamento errôneo influencia e modifica a prática budista, recebe o nome de “ideias próprias” (gaken).

No romance Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda alerta: “Nichiren Daishonin nos ensina sobre a prática da fé dizendo: ‘Siga a Lei e não as pessoas.’ Portanto, a base fundamental de nossa fé é a Lei”.


Praticamos o budismo para agirmos como um buda, tanto nas orações quanto no comportamento. O presidente Ikeda afirma: “Não há diferença substancial entre o mortal comum e o Buda. A diferença reside em sua mente, em suas ações”.


Uma vez que a oração manifesta a energia do estado de buda, para usufruir de seu efeito máximo, a pessoa deve agir como tal. As atividades da Soka Gakkai inspiradas pelo espírito de transformar a vida das pessoas servem justamente para isso. Elas reeducam cada um de forma que passem a agir em seu ambiente motivados pela grandosa causa do kosen-rufu. Orar e agir com esse propósito garante a manifestação da condição iluminada no cotidiano.


Outro exemplo: uma pessoa acha difícil fazer o shakubuku. Pode até ser. Mas um buda não usa essa dificuldade como desculpa. Ele ora e age para tornar o impossível possível. O presidente Ikeda atingiu 11.111 shakubuku em Kansai, no Japão. Era algo impossível para a maioria mas ele orou na certeza absoluta da vitória e se comportou dessa forma, transmitindo alegria e segurança aos membros. Ou seja, não recuou e transformou a realidade.


No fim das contas, a vida é uma guerra entre o buda e a maldade. A maldade é o ímpeto que age para alterar a fé e justificar comportamentos errôneos; isso te leva à infelicidade. Um buda faz o contrário; se utiliza da fé para mudar o comportamento.


Portanto, as orações no Budismo Nichiren ativam a energia do estado de buda latente em nossa vida. Agir em total coerência com essa oração faz manifestar imediatamente o estado de buda na vida diária. Orar e agir como um buda é a garantia que todas as orações sejam respondidas.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.087, 11 jun. 2011, p. A6

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