“Renge” – o passado não muda o futuro
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“Renge” – o passado não muda o futuro

A compreensão correta da causa e efeito conduz a uma prática eficaz e é a fonte da vitória

Antes de começar...

O buda Nichiren Daishonin ao revelar o Nam-myoho-renge-kyo, demonstrou de forma prática e eficiente uma nova visão sobre a lei de causa e efeito (“renge”). Do ponto de vista do daimoku, o Buda esclarece que a causalidade da Lei Mística é a causalidade de mestre e discípulo.


Porque existem outras visões sobre causa e efeito, baseadas na ciência, nas religiões, nos ensinos budistas e não budistas. Por isso, é um princípio que pode ser confundido com outras correntes. Sob a ótica de Nichiren Daishonin, compreender a lei de causa efeito é compreender a importância da unicidade de mestre e discípulo e vice- versa.


Para a causa e efeito funcionar e gerar resultados positivos em nossa vida, a unicidade de mestre e discípulo é fundamental. “A unicidade de mestre e discípulo é, para todos os objetivos práticos, um componente indispensável na causalidade para alcançar a transformação fundamental do estado de vida conforme ensinado no budismo".


Primeiro, para praticar corretamente, transformar a vida num nível profundo e produzir benefícios incomparáveis. Segundo, porque conforme apontado pelo buda Nichiren Daishionin, entender isso garante que não cometamos o erro de nos tornar discípulos arrogantes que se deixam dominar pela escuridão fundamental e pela ignorância.


Para um melhor entendimento e exemplos mais práticos, é importante esclarecer a lei de causa efeito do ponto de vista da transformação cármica, que também está diretamente ligada à recitação de daimoku.


O “renge”, conforme apresentado por Nichiren Daishonin, é caracterizado pela simultaneidade de causa e efeito [causalidade da Lei Mística]. Já a “lei geral de causa e efeito” — que não é a lei do Budismo Nichiren — é caracterizada por um intervalo que separa a causa do efeito. Por isso, não é capaz de conduzir à iluminação ou muito menos realizar a transformação cármica.


O “renge” é representado pela flor de lótus pois suas pétalas e seu receptáculo (que contém o fruto) crescem ao mesmo tempo (em sincronismo). O fruto é produzido no mesmo instante (simultaneamente) em que a flor desabrocha. Representa a causa e o efeito ocorrendo ao mesmo tempo. E muito importante: ocorrendo no presente.


Pode parecer óbvio, mas falhamos em transformar o carma quando agimos acreditando que o passado muda o futuro. O passado não existe mais, e o futuro não aconteceu. Quem não entende isso, fica “no ar”, a mercê das mudanças da realidade, alheio a tudo. Agindo assim, vive-se de maneira descrente, sendo jogados de um lado para o outro, dominado por um sentimento de impotência diante da vida.


“Ele [Josei Toda] disse: ‘[...] Por meio da oração, conseguimos passar uma borracha nas causas e nos efeitos do passado e revelar nossa verdadeira identidade como pessoas comuns iluminadas desde o tempo sem começo’. Não importa o que tenha acontecido no passado nem o que está acontecendo agora, nós podemos fazer uma nova causa no presente — uma verdadeira causa embasada na Lei Mística, que é a causa mais forte de todas — e redirecionar o curso atual de nossa vida", cita o presidente Ikeda.

Fonte: BS, ed. 2.046, 7 ago. 2010, p. A5

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