Ser budista significa vencer na vida real
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Ser budista significa vencer na vida real

Conheça o princípio “prática da fé é a própria vida diária” segundo o qual as questões do dia a dia são em si um exercício budista

O presidente Ikeda afirma: “O budismo não existe separado de nossa vida e das circunstâncias reais. A SGI cresceu à medida que veio demonstrando a vitória do budismo na vida cotidiana, assim como Daishonin ensinou”.


Ele também orienta: “A vida nem sempre é suave e agradável. Alguns de vocês podem estar lutando ou sofrendo por não poderem participar nas atividades da SGI tanto quanto gostariam, por motivo de trabalho, de doença ou de outras circunstâncias. Quando se encontrarem em tal situação, esse é o momento de dirigirem sua determinação de mente única ao Gohonzon (...). Sofrer e lutar contra problemas os tornam mais fortes. Não há necessidade de se preocuparem. A chave é dar um passo ou mesmo meio passo para a frente — continuar o desafio com determinação resoluta e manter essa intenção viva".


1 — O melhor caminho

O buda Nichiren Daishonin afirma: “O verdadeiro caminho encontra-se nos assuntos deste mundo”.


O budismo como um todo trata de decifrar e ensinar da maneira mais simples sobre a conduta da qual toda pessoa pode se utilizar para que seja plenamente feliz. Dentre tantas formas de viver, é fundamental descobrir a trajetória que jamais produza arrependimento.


“O ‘verdadeiro caminho’ mencionado por Daishonin nessa passagem [anterior] se refere ao verdadeiro caminho para as pessoas comuns alcançarem o estado de buda. Onde esse caminho é encontrado? Nichiren Daishonin afirma que o verdadeiro caminho ‘encontra-se nos assuntos deste mundo’”.


2 — Religião que cria valor

O budismo não está apenas conectado com a vida real. Nem ensina somente a entender a vida diária. Ele é muito mais que isso; budismo é a vida real em si.


O presidente Ikeda é categórico — o mais elevado estado do ser somente é produzido no enfrentamento audaz dos problemas pessoais e da sociedade: “Para nós, pessoas comuns dos Últimos Dias da Lei, o caminho para atingir o estado de buda reside na luta com determinação sincera e resoluta em nossa prática budista em meio à sociedade, no mundo real.” .


A prática do budismo é a prática da transformação da vida real. Não há distinção: de um lado, atividades religiosas alegres nos fins de semana e, do outro, a realidade monótona e sofrida às segundas-feiras pela manhã. Não é assim!


A SGI não ameniza nem anestesia o praticante em relação aos dramas da vida real. A Gakkai é a vida real encarada por um praticante lúcido, bem treinado, feliz e determinado a vencer tarefa por tarefa, criando valor e inspirando as demais pessoas.


3 — São o próprio budismo

O presidente Ikeda analisa: “Enquanto os sutras além do Sutra do Lótus só reconhecem que os assuntos seculares [da vida real] concordam com os princípios budistas, o Sutra do Lótus considera que as questões da vida e da sociedade são em si a totalidade do budismo'.


Ele continua: “Nos sutras, exceto o Sutra do Lótus, os assuntos deste mundo são vistos como obstruções à prática para alcançar o estado de buda. Na melhor das hipóteses, as questões mundanas são vistas como relacionadas à prática do budismo, na medida em que os ensinamentos mais avançados do mundo secular estão de acordo com o budismo. Isso representa uma maneira de pensar em que os assuntos deste mundo são analisados e interpretados da ótica do budismo. Em contraste, o Sutra do Lótus ensina que os assuntos mundanos [do cotidiano] não são algo que concordam ou se opõem à verdade do budismo; eles são o próprio budismo, tal como são”.


4 — Até tu, Shijo Kingo!

Budismo significa encarar e resolver com maestria os problemas; jamais fugir.


Exemplo é o valente Shijo Kingo, discípulo de Nichiren Daishonin. Samurai destemido, viu-se tão perturbado pelos atritos em sua vida diária que solicitou entrar para o mundo do sacerdócio e se tornar reverendo.


Daishonin lhe disse “não” e o encorajou com ênfase: “Viva de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiem pela diligência com que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo serve ao seu senhor feudal, ao budismo e às demais pessoas”.


É isso! Ser budista é resolver problemas na vida diária, um por um, com talento e coragem. Seria muito fácil se esconder atrás da religião odiando a vida diária.


5 — Lewis Hamilton

Vamos a um exemplo: Lewis Hamilton, um automobilista britânico de 32 anos, quatro vezes campeão mundial de Fórmula 1: em 2008, 2014, 2015 e 2017.


Além de outros fatores, um dos motivos de tanta habilidade em dirigir se deve às exaustivas corridas que faz em simuladores. Ele treina, treina e treina correndo em equipamentos eletrônicos e depois se exercita fisicamente, além dos treinos em carros reais.


Dizer que os concorrentes são muito fortes e por isso só se interessar por treinos não torna um piloto campeão.


Fazendo um paralelo: nosso treino são o gongyo matinal com entusiasmo, daimoku com determinação, diálogos nas reuniões de palestra nos blocos, visitas, ensinar às pessoas a prática budista, estudos concentrados etc. Isso tudo é preparação. Budismo mesmo é chegar fortalecido de energia vital e treinado pelo Mestre para a corrida da vida real.


6 - Dedicação ao trabalho

Juntando todas as peças já podemos concluir: ser praticante do budismo é efetuar a revolução humana.


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, orienta com rigorosidade: “Afirmo que uma pessoa que não se dedica de todo o coração ao seu trabalho está caluniando a Lei. Não experimentar alegria no trabalho é o mesmo que não experimentar alegria na fé. Não importa quanto daimoku recite, não terá sucesso na sociedade”.


Ser um bom membro da SGI é ser reconhecido amplamente pela sociedade como uma pessoa de bom-senso, acolhedora, vitoriosa, fiel ao Mestre e rica em boa sorte.


7 — Luta na vida diária

Ao avançarmos juntos com a SGI, contribuímos para nossa comunidade, dialogamos visando a paz mundial, criamos redes de amigos e de encorajamento. É vida ativa dedicada a “batalhar em meio à realidade da vida diária”. A SGI é a “religião em prol do ser humano, isto é, uma religião da revolução humana”.


Budismo é confrontar cada situação com desejo igual ao do Buda: ser feliz e ajudar os outros a fazer o mesmo. SGI é a luta em meio ao povo sofrido, resgatando cada pessoa da miséria do destino, revitalizando uma por uma até que brilhe. É luta real para injetar esperança e coragem aos que sofrem: “Nosso movimento constitui o ‘verdadeiro caminho’ de beneficiar tanto a si mesmo quanto aos outros”.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.397, 25 nov. 2017, p. C2-C3
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