Vamos falar sobre Os Três Tipos de Tesouro
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Vamos falar sobre Os Três Tipos de Tesouro

É o coração que torna abundante os tesouros do corpo e do cofre

“Mais valioso que o tesouro do cofre é o tesouro do corpo, e o tesouro do coração é o mais valioso de todos”, cita o buda Nichiren Daishonin.


Nesta frase, ele ensina a seu discípulo Shijo Kingo uma fórmula imutável para conquistar a vitória absoluta. Essa fórmula é aplicável a qualquer circunstância e para todos os tipos de dificuldades. Aprenda com a sabedoria budista o meio correto para empregá-la em sua vida cotidiana.


Tesouros do cofre, do corpo e do coração

O tesouro do cofre é a riqueza material. Já o tesouro do corpo é a saúde, e também a educação e a posição social.

O tesouro do coração é o estado da vida amplo como o próprio universo. É a riqueza que edificamos dentro de nós e a boa sorte e o benefício que obtemos por meio da fé. “Um estado da vida com o qual desfrutamos tudo o que a vida tem a oferecer”.


Obstáculos não são tesouros

Os tesouros do cofre e do corpo são importantes. Mas, quando impedem a pessoa de conquistar o tesouro do coração, não são mais tesouros e sim obstáculos.


Sobre o tesouro do cofre

O presidente da SGI, Daisaku Ikeda comenta sobre o tesouro do cofre: “Vocês podem ter todo o dinheiro e toda a riqueza do mundo, no entanto, isso não significa necessariamente que serão felizes. Muitas pessoas, em suas buscas por riquezas e posses de bens, abandonaram o tesouro do coração e tomaram o caminho da ruína”.


Sobre o tesouro do corpo

Ele continua: “O tesouro do corpo abrange prêmios e distinções, títulos acadêmicos e posição social. Essas coisas, naturalmente, têm seu valor. Contudo, se vocês adornarem a si próprios com esses tesouros ‘externos’ enquanto seu coração estiver vazio, sua vida será pobre e infeliz. A saúde também cai na categoria do ‘tesouro do corpo’ e, desnecessário dizer, é um requisito indispensável para a felicidade. Se vocês podem ou não fazer bom uso de cada um desses itens, isso também depende de seu coração”.


Humanismo budista

“Certo estudioso fez a seguinte observação: ‘Nós entramos na era da internet. Porém, embora a informação seja importante, ela não necessariamente garantirá a felicidade humana. Somente a ciência e a economia não podem levar a felicidade às pessoas. Temos de olhar para dentro de nós mesmos e investigar a essência de nossa existência como seres humanos. É por essa razão que hoje necessitamos de filosofia e espiritualidade, especialmente do humanismo do budismo’”, explica Ikeda.


O coração determina tudo

E complementando, assegura: “A atitude de dar importância somente ao tesouro do cofre, ou seja, à economia, não tornará melhor a situação econômica. As coisas podem melhorar por algum tempo, mas isso definitivamente não contribui para o bem da sociedade. O mais importante são as pessoas e o coração. O coração é o que determina tudo”.


O mais valioso

Os sofrimentos fundamentais da condição humana — nascimento, envelhecimento, doença e morte — não podem ser solucionados apenas com os tesouros do cofre e do corpo. Somente o tesouro do coração vence os quatro sofrimentos e não muda pelas três existências [passado, presente e futuro].


O coração é o mais importante

A boa sorte que acumulamos na vida é indestrutível. Ninguém pode nos tirá-la. Ninguém pode destruí-la. Assim como Daishonin nos ensina, é por essa razão que o coração é o mais importante.


Mas, como acumular o tesouro do coração?

O Budismo Nichiren esclarece que o tesouro do coração é a prática do daimoku e a de ensinar as outras pessoas a fazerem o mesmo. Tornar o coração forte é conduzir a vida de acordo com a lei universal abrangente e multiplicadora descrita no budismo.


“Se acreditamos na Lei Mística e recitamos o Nam-myoho-renge-kyo, pondo nossa vida no ritmo da Lei do universo, podemos desenvolver um eu forte, rico e saudável que brilha com intelecto e sabedoria e transborda de felicidade por toda a eternidade”, cita Ikeda.


A única lembrança

Nichiren Daishonin diz: “Ore firmemente o Nam-myoho-renge-kyo e diga às pessoas para fazerem o mesmo; esta será a única lembrança de sua vida presente neste mundo humano".


“Tudo passa. Tanto as inebriantes alegrias como os dilacerantes sofrimentos desvanecem como um sonho. No entanto, gostaria de afirmar que a lembrança de termos vivido ao máximo a própria existência jamais desaparece. As lembranças de termos nos dedicado sinceramente ao kosen-rufu são especialmente eternas. ‘Durante minha existência, quantas pessoas ajudei a serem felizes? Quantos podem dizer que é por minha causa que conhecem a felicidade?’ No fim, isso não é tudo o que permanece?"


Conclusão

Dedique-se ao tesouro do coração e naturalmente, serão abundantes e duradouros os tesouros do corpo e do cofre.


Fonte: 
Terceira Civilização, ed. 518, 15 out. 2011, p. 46
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