Alegria é a expressão da fé resoluta e compartilhada
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Alegria é a expressão da fé resoluta e compartilhada

O ponto principal é a alegria que compartilhamos com os demais

Ouvir e recitar. “Daishonin diz que uma pessoa que recita o daimoku apenas uma vez por dia ou uma única vez em toda uma existência, ou que ouve outra pessoa recitar apenas uma vez na vida e se alegra, e assim por diante até chegar à quinquagésima pessoa, receberá benefícios ‘centenas, milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares de vezes maiores’ do que os recebidos por pessoas de excelente capacidade e de sabedoria superior, tais como Shariputra, Monjushiri e Maitreya.”


Praticar para desfrutar. “... recebemos grandes benefícios à medida que nos empenhamos com alegria na fé. Observamos aqui novamente que o sentimento é o fator mais importante. De qualquer forma, se vocês têm a intenção de praticar o budismo, devem então desfrutá-lo, e não ficar reclamando!”


Satisfação compartilhada. “Daishonin disse o seguinte sobre a alegria: ‘A ‘alegria’ significa uma satisfação compartilhada com as pessoas’; e “a ‘alegria’ é compartilhar a sabedoria e a benevolência com os outros’. O ponto principal é a alegria que compartilhamos com os outros. Preocupar-se unicamente com a própria felicidade é egoísmo. Preocupar-se apenas com a felicidade dos outros é hipocrisia. A verdadeira felicidade é tornar-se feliz junto com os outros.”


Se há sofrimento, haverá alegria. “’Aceitar com alegria’ não significa que não temos preocupações ou sofrimentos. Justamente por termos problemas podemos recitar daimoku, produzindo uma forte energia vital. Porque há sofrimento há alegria. É impossível experimentar somente a alegria na vida.


O budismo é vitória ou derrota; portanto, a vida é uma luta. Esse é o motivo pelo qual devemos desenvolver uma fortaleza interior para continuamente avançar. Uma vida aprimorada e fortalecida dessa forma desfruta eterna alegria.”


Elevado estado de vida. “Com base na fé, podemos estabelecer um estado de vida que, não importando o que aconteça, experimentamos alegria, esperança e convicção nas profundezas de nosso ser. Isso nos dá força para irmos àqueles que estão sofrendo e, juntos, buscarmos a verdadeira felicidade.”


Tal como Nichiren. “Embora seja difícil compreendermos o estado de vida de Nitiren Daishonin, certamente podemos perceber essa profunda alegria em seus escritos. O presidente Toda, certa ocasião, descreveu o exílio de Daishonin à lha de Sado afirmando: ‘Em condições atuais, o exílio em Sado é comparável a ser banido para o Deserto do Saara’. E, mesmo assim, em meio a essa grande perseguição, Daishonin disse: ‘Sinto um imensurável prazer’.”


Vem de dentro. “A alegria não é algo que vem de fora do ser humano ou do grupo, mas de dentro. A alegria é algo que brota do coração. O gongyo também nos capacita a extrair a alegria de nosso interior.”


Espírito lutador. “A alegria não é o mesmo que a frivolidade. A alegria surge de um espírito lutador. A frivolidade é o outro lado da fuga covarde. (...) Sem alegria, não há força. Vamos nos empenhar para avançarmos com mais brilho e alegria.”


Propósito do budismo. “Qual é a verdadeira alegria na vida? Essa é uma difícil questão que tem ocupado a mente de milhares de filósofos e pensadores.


A alegria pode rapidamente dar lugar ao sofrimento. A alegria dura pouco, mas o sofrimento é longo. Além disso, o que a sociedade considera como alegria é superficial. Não se compara com a alegria originada da Lei Mística, a qual, como afirma Daishonin: é a ‘maior de todas as alegrias’. Desse modo, o ponto principal está em cultivar um estado de espírito a ponto de declarar, sem reservas, que a vida é uma alegria. Esse é o propósito da prática budista."


Energia vigorosa. “Espero que realizem o gongyo com uma voz vibrante e repleta de energia positiva e vigorosa, e não com uma voz cansada, fraca e desanimada. Não existe alegria maior que recitar o daimoku. Uma voz que recita a Lei Mística alcança instantaneamente os recônditos mais longínquos do universo. Quanto mais recitarmos daimoku e ensinarmos aos outros a fazerem o mesmo, mais rápido alcançaremos um estado de vida que nos possibilitará percorrer livremente o universo com perfeita serenidade e liberdade.”


Fé intrépida e ação corajosa. “A questão é se conseguem, por exemplo, partir com sincera alegria para um lugar de intenso calor ou extremo frio onde terão de viver o resto da vida em prol do kosen-rufu. Sem esse espírito e ação, não há como realizar o inédito e majestoso empreendimento chamado kosen-rufu. E é nessa fé intrépida que existe o caminho para se acumular grandiosos benefícios e boa sorte pelas três existências da vida.”


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.101, 24 set. 2011, p. A11
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