Como podemos expandir nosso estado de vida?
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Como podemos expandir nosso estado de vida?

"Precisamos nos conectar e associar com os outros, dentro e fora da organização. Isso expande e enriquece a nossa vida", cita o Dr. Ikeda

Discurso do presidente Ikeda proferido durante a reunião nacional de líderes da Soka Gakkai, em Tóquio, em 9 de julho de 1997. Posteriormente, foi publicado como uma série na revista Daibyakurenge de novembro de 2016.



Expandindo nosso relacionamento humano [é a resposta da pergunta acima].

Aqueles que têm aversão a se envolver na organização, que pouco a pouco se fecham e se isolam dos outros, preferindo ficar sós por julgarem que isso os permite ter mais liberdade, geralmente acabam tendo dificuldade de um tipo ou de outro.

Relacionamentos e interações são essenciais. Precisamos nos conectar e associar com os outros, dentro e fora da organização. Isso expande e enriquece a nossa vida.

O grande pensador indiano Rabindranath Tagore (1861–1941) declarou: “Ele [o ser humano] se perde quando se isola; e descobre seu eu maior ou verdadeiro em sua vasta rede de relacionamentos humanos”.1

Ao nos isolarmos, nós nos perdemos; é dentro da ampla gama de relacionamentos que descobrimos nosso eu maior — a compreensão de Tagore está em sintonia com a visão budista e com os ideais da Soka Gakkai.


Líderes legítimos não se limitam simplesmente a falar aos membros nas reuniões nem encaram sua função apenas no contexto da organização. Antes, são focados em seu crescimento como ser humano e em como poderão auxiliar e apoiar o maior número de pessoas possível. A sincera interação com muitas pessoas constrói um verdadeiro líder.

Afastar-se das interações leva ao isolamento, ao egoísmo, à intolerância e ao egocentrismo. Negar-se a participar da organização e do contato com os demais corresponde à frieza, à falta de compaixão e a uma oportunidade desperdiçada de se autoaprimorar num ambiente de apoio e inspiração mútuos.

Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832) observou: “É uma grande tolice esperar que os outros se harmonizem conosco (...). Pois é no conflito de naturezas opostas à nossa que devemos reunir força e lutar para abrir caminho; dessa forma, todas as nossas diferentes facetas se evidenciam e se desenvolvem, de modo que logo sentimos que somos páreo para qualquer inimigo”. 2


Não devemos evitar os que não parecem nos ouvir ou que pensam diferente de nós. Parte de nossa prática consiste em aprender a conviver em harmonia com eles e a obter a compreensão e o apoio deles. É assim que nosso movimento como um todo avança, e crescemos como pessoas. Precisamos nos esforçar para lidar com qualquer tipo de gente sem temor ou apreensão.

Já conversei com líderes da sociedade no mundo inteiro. A força e a capacidade para isso podem ser obtidas cultivando-se ativamente o relacionamento com os outros.

Todos que se empenham em conversar pelo menos com mais uma pessoa vencem. Nossa vitória é determinada pela quantidade de energia que devotamos para apoiar e cuidar dos demais. Somente se trabalharmos juntos, em harmonia com a diversidade e inspirando-nos a avançar rumo ao kosen-rufu (à paz mundial), poderemos ser vitoriosos.



Notas:

1. TAGORE, Rabindranath. The Religion of Man. The English Writings of Rabindranath Tagore. DAS, Sisir Kumar. (Ed.). Nova Délhi: Sahitya Akademi, v. 3, p. 88, 1966.

2. GOETHE, Johann Wolfgang von. Conversations of Goethe with Johann Peter Eckermann. Tradução para o inglês de John Oxenford. MOORHEAD. J. K. (Ed.) Nova York: Da Capo Press, 1998. p. 59.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.367, 15 abr. 2017, p. B1

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