O que é a verdadeira felicidade?
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O que é a verdadeira felicidade?

Todas as pessoas buscam ser felizes. Mas, será que realmente existe a verdadeira felicidade?

Discurso do presidente Ikeda proferido na Primeira Reunião Geral da SGI-Tailândia Centro Cultural da SGI-Tailândia, Bangcoc, 6 de fevereiro de 1994.


Sem dúvida, estas são questões fundamentais da humanidade e inevitáveis que todas as pessoas enfrentam desde o momento que chegam a esse mundo. Muitas filosofias, pensadores e religiões se aprofundam e buscam respostas para essa questão. Mesmo as áreas de nosso cotidiano, como a política, economia ou ciência, também não estão desvinculadas desta questão, pois seu propósito original é ajudar as pessoas a viver uma vida feliz e plena.

O budismo respondeu esta questão mais nitidamente, por meio de Shakyamuni, Tiantai e Nichiren Daishonin. A conclusão de Shakyamuni é exatamente à de Nichiren Daishonin que se fundamentou nela para criar detalhadamente uma “ferramenta” para a felicidade de todas as pessoas e a deixou para a posteridade. Ele inscreveu o Gohonzon, que Josei Toda chamou de “máquina de produzir felicidade”, dedicado aos povos do mundo.


Há um provérbio na Tailândia que diz: “A falsa felicidade faz a pessoa seguir um mapa e a torna feia e presunçosa. A verdadeira felicidade faz a pessoa se tornar feliz e a faz transbordar sabedoria e compaixão”. A pessoa é feliz porque tem dinheiro? São muitas as pessoas que enlouqueceram no curso de sua vida por causa do dinheiro.

O presidente Toda expôs a felicidade absoluta para contrapor a felicidade relativa. Ele ensinou que a nossa prática budista tem a finalidade de criar uma condição de vida em que “o simples fato de estar vivo é felicidade” em todos os momentos, diferentemente da outra felicidade que de repente desaparece como uma ilusão ou que precisa ser comparada com a de outras pessoas. A felicidade absoluta é aquela em que a extrema alegria, a sabedoria e a benevolência não param de surgir como diz a sabedoria tailandesa.


Na vida ocorrem inúmeros fatos — tristezas, sofrimentos, situações desagradáveis todos os dias, briga de casais e até separações que os levam à infelicidade. Razões para aflições são muitas. Nessas situações, viver é realmente difícil. Para conduzir a vida sempre à frente, o “motor” é justamente a prática da fé que elevará esta vida acima das nuvens de aflições como um foguete e, nessa situação, seu desenvolvimento acompanha a ascensão de uma existência infinitamente, e a felicidade até se diverte no grande céu azul. E a força propulsora é também a prática budista.

A recitação do Nam-myoho-renge-kyo faz surgir do nosso interior a força para sobrevivermos e também a esperança. O budismo ensina que desejos mundanos são iluminação (bonno soku bodai), ou seja, a pessoa na condição de vida iluminada do buda transforma aflições em alegrias.

Nichiren Daishonin disse: “Myo é ato de renascer à vida”, portanto, myo significa renascer. O grandioso poder do myoho (Lei Mística) proporciona “energia de viver” para o indivíduo, uma organização, um país, enfim para tudo renascer de forma jovial e refrescante.


Como seres humanos, nós também possuímos o nosso próprio carma. Fundamentalmente, o carma pode ser compreendido somente quando o analisamos com base no conceito da eternidade da vida pelas três existências da vida (passado, presente e futuro). Devemos levar em consideração as existências passadas e a lei de causa e efeito.

Não podemos afirmar absolutamente que na existência anterior estávamos aqui na Terra. Atualmente, a astronomia informa que, pela infinita quantidade de estrelas que existe no universo, é possível haver outras formas de vida semelhantes aos seres humanos. Neste momento, realmente nascemos aqui, é uma solene verdade. A questão é o que fazermos com nossa vida. Como transformar nosso destino para melhor e como criar uma vida extremamente maravilhosa.

A prática também permite abrir o curso de nossa vida para o futuro a partir deste momento, sempre para o futuro. E, portanto, nossa existência futura e as próximas também serão abertas. Ela nos possibilita, ainda, o brilho de infinitos “tesouros” em nossos seres.



Nota:

Extraído da série publicada na revista Daibyakurengue de abril de 2014/ Capítulo 1


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.226, 10 maio 2014, p. B2

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