Por que fazemos gongyo?
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Por que fazemos gongyo?

Esta cerimônia é uma atividade diária na qual purificamos e treinamos nosso coração e nossa mente

Diálogo entre o presidente da SGI, Daisaku Ikeda com coordenadores da Divisão dos Estudantes Colegiais da SGI em 1997. Essa série foi publicada na edição de 25 de junho de 1997 do Koko Shimpo, jornal dessa Divisão e no Brasil, foi publicado no Brasil Seikyo de 14 de novembro de 1998.


O senhor poderia nos esclarecer a importância de fazer o gongyo e o daimoku?

Pres. Ikeda: O gongyo é uma atividade diária na qual purificamos e treinamos nosso coração e nossa mente. É a força que aciona a “máquina” para darmos uma partida revigorante ao nosso dia. É como se nos abastecêssemos antes de começarmos nossas atividades diárias.

Há pessoas que possuem máquinas poderosas e outras que possuem máquinas fracas. A força de nossa máquina exerce uma influência decisiva em nossas realizações durante o curso de nossa vida. A diferença pode ser estrondosa.


Quando realizamos o gongyo e daimoku, uma forte energia vital se manifesta. qual é a explicação disso?

Pres. Ikeda: O gongyo e o daimoku representam a cerimônia na qual nossa vida entra em harmonia com o universo. O gongyo é uma atividade em que, por meio de nossa fé no Gohonzon, vigorosamente colocamos em fusão o microcosmo de nossa existência individual com a energia vital do macrocosmo, de todo o universo. Se realizamos isso regularmente a cada manhã e noite, nossa energia vital — nossa máquina — é fortalecida.

O gongyo é uma cerimônia solene. Quando realizamos o gongyo , abrimos amplamente as portas que conduzem ao nosso tesouro inerente; extraímos a fonte dinâmica da energia vital latente na profunda vastidão de nosso ser, fazendo transbordar uma fonte inesgotável de sabedoria, benevolência e coragem.


a recitação do gongyo e do daimoku  trazem benefícios mesmo quando não compreendemos o seu significado?

Pres. Ikeda: Naturalmente, será muito melhor se compreendermos o significado; porém, isso somente nos ajudará a fortalecer nossa convicção na Lei Mística. Contudo, se tal compreensão não for acompanhada da prática, então ela perderá definitivamente seu significado.

Se observarmos o reino animal, veremos que cada espécie possui seu próprio meio de comunicação ou “linguagem”. Nós, humanos, não entendemos essa linguagem, mas os pássaros, por exemplo, compreendem claramente a linguagem de outros pássaros, e os cães, a de outros cães.

Do mesmo modo, ao fazermos o gongyo e o daimoku, nossa voz é transmitida ao Gohonzon e, infalivelmente, é compreendida no mundo dos budas e bodisatvas. Poderíamos dizer que, quando realizamos o gongyo e o daimoku, estamos falando a linguagem dos budas e bodisatvas.


E se ficarmos com a consciência pesada quando não pudermos realizar o gongyo ?

Pres. Ikeda: Enquanto possuirmos fé no Gohonzon, jamais sofreremos punição ou consequências negativas por causa disso. Assim, por favor, fiquem tranquilos. Nichiren Daishonin afirma que até um único daimokucontém ilimitados benefícios. Então, imaginem como não serão imensos seus benefícios se continuarem a realizar o gongyo e o daimokucom toda sinceridade. Basicamente, a prática do gongyo e o daimokudepende da sua própria vontade. Essa prática não é uma obrigação, é um direito. A atitude de gratidão em poder orar ao Gohonzon é a essência da fé. Quanto mais se esforçarem na fé — realizando o gongyo e o daimoku—, maiores serão seus benefícios.

Quando recitamos o daimoku, todos os nossos problemas e sofrimentos se transformam em energia para a felicidade, em combustível para o desenvolvimento.


Então, quanto maiores os nossos problemas, mais felizes nos tornaremos?

Pres. Ikeda: Exatamente. O maravilhoso da fé no Budismo de Nichiren Daishonin é a sua capacidade de transformar o maior sofrimento da vida de uma pessoa na sua maior felicidade.

Os problemas surgem em várias formas e proporções. Com daimoku, vocês poderão transformar todas essas preocupações e inquietações em um combustível que irá impulsioná-los a avançar ainda mais — poderão transformá-las em energia vital e boa sorte, e assim desenvolver um caráter mais forte e sólido.

Fé significa estabelecer objetivos para si próprio, seguir nessa direção e se esforçar para concretizar cada um deles. Se considerarmos cada objetivo ou desafio como uma montanha, a fé será o processo pelo qual crescemos à medida que escalamos cada uma dessas montanhas.

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