Recitar daimoku assegura a vitória na vida
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Recitar daimoku assegura a vitória na vida

Discurso do Presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda em sua primeira visita ao Auditório Presidente Ikeda da BSGI.


No budismo, o mundo secular repleto de problemas, no qual vivemos, é chamado “mundo da perseverança”. Existem, invariavelmente, inúmeros acontecimentos que precisam ser suportados. Neste meio, o que permite ultrapassar resolutamente quaisquer tipos de tristezas, sofrimentos ou infortúnios do carma e o que permite levar uma existência de máxima felicidade é Budismo de Nichiren Daishonin tal como é praticado na SGI.

Enquanto se viver, existirão infindáveis sofrimentos e lutas como a doença (seja de si próprio ou de um membro da família), a morte, os problemas financeiros, os problemas de relacionamentos, as insatisfações por não se poder obter aquilo que se deseja, etc. Não há como fugir deles. São realidades inexoráveis da vida.

A prática da fé, o daimoku, é a força que realiza, infalivelmente, o hendoku iyaku (transformação do veneno em remédio). O sofrimento do “veneno” transforma-se no remédio chamado “felicidade”. Por meio do princípo de bonno soku bodai (desejos mundanos são iluminação), os problemas transformam-se em fonte de iluminação e felicidade. Quanto maiores os problemas e sofrimentos, maior será a felicidade a ser alcançada. Esta é a força do daimoku e, por esta razão, aquele que recita a Lei Mística não teme nada, pois não há o que temer.


Entretanto, quando se transforma numa árvore frondosa, não se abala diante de nenhuma tempestade. As pessoas também, se possuírem uma força vital fraca, serão facilmente influenciadas mesmo pela menor brisa de infortúnio.

Enquanto permanecermos neste mundo repleto de problemas, não há como parar os ventos de infortúnio. Não há outro caminho senão o de fortalecermos a nós mesmo. Devemos nos tornar “árvores frondosas” que se tornem inabaláveis mesmo diante dos mais poderosos ventos e das mais terríveis tempestades. Praticamos a fé de forma a conduzir nossa revolução humana a fim de desfrutar tais vidas e desenvolver tal força interior.

Embora imperceptível aos olhos, uma árvore está sempre crescendo, dia a dia. O nosso daimoku também, apesar de igualmente imperceptível, diariamente está nutrindo nosso crescimento como uma grande e frondosa árvore de boa sorte. Se perseverar numa prática da fé por dez ou vinte anos dentro da SGI, com certeza, um dia, os benefícios que se tornaram uma grandiosa árvore haverão de ser visíveis claramente.


A Lei Mística é o maior dos tesouros do universo. Portanto, recitar o daimoku significa estar, diariamente, acumulando tesouros em nossa própria vida.

Por outro lado, o daimoku também age para limpar as causas negativas do passado assim como a água suja e turva é lavada pela água pura e límpida.

Entretanto, o processo de limpeza toma tempo. No início, existe um pouco de água turva, ou seja, existe uma luta contra o próprio carma. Uma luta a qual, ada força do daimoku, já foi consideravelmente amenizada.

Consequentemente, perseverar na fé é vital, pois tudo se transformará dramaticamente quando a vida de uma pessoa se tornar completamente purificada.

Infalivelmente haverá de se transformar numa existência de uma “felicidade indestrutível”, transbordante de boa sorte e invulnerável a tudo. Tudo se torna prazeroso. Existe satisfação mesmo sem se ter fama ou riquezas. Instante a instante, os momentos serão de pleno contentamento. Tudo parecerá belo e pleno de alegria.

Instantaneamente se poderá discernir a verdade e se distinguir o bem do mal. Vocês serão capazes de pensar no bem-estar das pessoas em quaisquer circunstâncias. Este é um estado de mente que vocês serão capazes de desenvolver por meio da fé.

Por isso, o caminho da felicidade não é, de forma alguma, algo difícil de se encontrar. Em nosso mundo de fé dedicado à realização do kosen-rufu, todos os que continuam resolutamente a recitar o daimoku serão os verdadeiros vitoriosos. Com toda a certeza, haverão de desfrutar uma vida de “felicidade absoluta”, ou seja, o Estado de buda.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 1.222, 17 abr. 1993, p. 3

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