Afinal, quem sou eu?
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Afinal, quem sou eu?

Cada um pode resplandecer ao máximo o brilho de si próprio

“Você sabe qual é a maravilhosa alegria da juventude?” Assim questionou Walt Whitman, o grande poeta da América.

A alegria da juventude se encontra no pulsar da esperança de construir, abrir e acreditar no futuro; é a plenitude da vida que proporciona um novo desafio de forma radiante, sem se abalar diante de quaisquer sofrimentos ou fracassos; é o ressoar da alma que compartilha as alegrias e os sofrimentos com o amigo de forte laço criado em meio a um brilhante encontro. É o orgulho de edificar a base sólida de uma existência de vitoriosa felicidade, com regularidade e sinceridade.


A correta prática da fé é a fonte dessa alegria última da juventude. Eu tive a felicidade de me encontrar com o budismo aos 19 anos. Por isso, faço essa afirmação com a máxima certeza aos meus amados jovens discípulos.

Percorra a juventude

Rumo ao sagrado kosen-rufu.

Se você é um bodisatva da terra,

As divindades celestiais

Haverão de protegê-lo.


Afinal, quem sou eu?

Essa é uma questão com a qual grande número de jovens se defrontam.

O poeta austríaco Hofmannsthal afirmou: “Um jovem é extremamente forte quando sente o seu verdadeiro eu, mas, ao mesmo tempo, é extremamente frágil quando simplesmente acompanha algum modismo”. Na juventude, não há necessidade de mostrar uma aparência que não é genuína, apenas produzida para impressionar os outros. O budismo elucida que a nossa vida é a mais louvável entidade da Lei Mística.

Conforme a passagem de Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente [escrito de Nichiren Daishonin] — “As flores de cerejeira, pessegueiro, ameixeira e damasqueiro possuem suas próprias características...” — pode-se resplandecer ao máximo, o brilho de si próprio com toda a sua autenticidade. Isso é prática da fé, a força potencial do Bodisatva da Terra. A pessoa que cria por si só o solo para se levantar é forte. Ela é capaz de caminhar por uma existência invencível transformando as provações da vida em força para avançar.

O capítulo “Torre de Tesouro” do Sutra do Lótus narra a solene cena em que os budas Shakyamuni e Muitos Tesouros sentam-se lado a lado. Seu significado está registrado como a cerimônia de perpetuação da Lei Mística nos Últimos Dias da Lei na frase: “O propósito fundamental desse encontro foi possibilitar um meio para todos nós, seres vivos, atingirmos o estado de buda”.

Em outras palavras, a passagem indica o desejo de fazer todas as pessoas, sem exceção, adquirirem a condição de vida idêntica à de um buda.

Ter disposição de se empenhar a todo custo em prol da felicidade de uma única pessoa — esse é o objetivo fundamental do budismo, que existe em meio à realidade com o propósito de inspirar e contagiar a vida de um único ser humano.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.194, 7 set. 2013, p. B2
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