Calmo e imperturbável
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Calmo e imperturbável

O fundo do oceano está sempre calmo e imperturbável, mesmo que na superfície não esteja

Não adianta lamentar por conta das dificuldades e sofrimentos. O melhor é se encher de coragem e mudar de vez qualquer situação.


O presidente Ikeda explana um trecho do escrito de Nichiren Daishonin, A Felicidade neste Mundo: “Praticamos a fé para desfrutar a vida ao máximo e para termos a existência mais feliz que se possa imaginar.”


E, ele salienta: “Em qualquer caso, o fato de uma pessoa sentir-se feliz ou infeliz depende dela própria. Se não transformarmos o nosso estado de vida, não encontraremos a verdadeira felicidade. Mas quando mudamos nossa atitude interior, todo o mundo se transforma para nós. No budismo, recitamos o daimoku porque é a forma mais profunda de realizarmos esse tipo de transformação interior.”


Em momentos de sofrimento, recitem daimoku. Em horas alegres, recitem daimoku. Poder realizar a prática é um motivo de felicidade. Na vida, sempre há situações alegres e tristes. Todas essas cenas são insubstituíveis na epopeia da vida. Se não houvesse sofrimento, como a alegria poderia ser valorizada? Sem conhecer o sabor da tristeza e do regozijo, a vida jamais poderia ser desfrutada em toda a sua plenitude.


Nesse mesmo escrito, Daishonin diz: “Sofra o que tiver de sofrer.” O sofrimento é inevitável na vida. Por isso, é preciso estar preparado para as adversidades e ter uma inabalável força interior para superar a angústia e a preocupação. É preciso fazer brilhar na própria vida a “luz serena da lua da iluminação”, ou seja, o estado de buda. Assim, os desejos mundanos se transformam em iluminação e pode-se aproveitar tudo o que acontece na vida como se fosse um combustível para alimentar a própria felicidade.


“Desfrute o que existe para ser desfrutado“ significa fazer desabrochar a “flor de lótus mística do coração” com gratidão e alegria. Aquele que é capaz de encontrar a alegria, que consegue sentir gratidão, também sente uma avalanche de enorme alegria em qualquer circunstância. Essa é a função do coração humano.


Vencer os sofrimentos

O fundo do oceano está sempre calmo e imperturbável, mesmo que na superfície as ondas se choquem contra as rochas.

Na vida existe tanto o sofrimento como a alegria, mas o importante é cultivar uma identidade profunda e invencível que não se deixe influenciar pelas ondas. Consegue-se viver assim quando se recebe “a ilimitada alegria proveniente da Lei”.


Na jornada do kosen-rufu, as coisas nem sempre saem como desejamos. Mas nós somos companheiros eternos. As pessoas que estão presentes nas horas boas e desaparecem nas horas más não são amigas. Fechar os olhos ao sofrimento dos outros, pensando que isso “não é assunto meu”, nada tem a ver com a postura de um verdadeiro amigo. Amigos de verdade compartilham as tristezas e as alegrias.


Sofremos juntos, alegramo-nos juntos, e também juntos fazemos nossa vida florescer.

Consideramos o sofrimento e a alegria como fatos da vida e continuamos a recitar o Nam-myoho-renge-kyo aconteça o que acontecer. Manter esse companheirismo, essa dedicação pura e sincera à fé, é a diretriz eterna de um budista.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 1509, 22 maio 1999, p. C3
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