Liberdade não é um conceito abstrato
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Liberdade não é um conceito abstrato

Ser livre é ser autêntico dia após dia

Mensagem do presidente Ikeda enviada para a Conferência Nacional de Líderes de Província realizada no Centro Cultural Soka na Sede da Soka Gakkai, em Shinanomachi, Tóquio, no dia 4 de março de 2002.


As quatro liberdades de Roosevelt

Um ex-aluno da Escola Soka de Tóquio e da Universidade Soka, que está atualmente [2002] na cidade de Nova York, enviou-me recentemente um relatório inspirador sobre suas atividades. Junto com esse relatório, ele também enviou reproduções de quatro pinturas — as famosas “Quatro Liberdades”, de um dos mais apreciados ilustradores americanos, Norman Rockwell (1894-1978).


Há aproximadamente sessenta anos, durante a Segunda Guerra Mundial, o presidente Franklin D. Roosevelt (1882-1945) proferiu um discurso sobre as “Quatro Liberdades” — Liberdade de Expressão, Liberdade de Crença, Libertar-se das Necessidades e Libertar-se do Medo — e Rockwell selecionou-as como tema desta série de pinturas. Isso aconteceu quando Hitler menosprezava furiosamente a liberdade de tantas pessoas e a tempestade do fascismo se alastrava violentamente. O Japão também estava enlouquecido por um militarismo insano, e o presidente Makiguchi e o Sr. Josei Toda, como mestre e discípulo, levantaram-se contra isso.


Rockwell foi um famoso artista que retratava cenas das pessoas e da vida diária. Ele pensou exaustivamente em como melhor representar as “Quatro Liberdades”. Com o desejo de fazer uma contribuição ao povo como um artista, ele estava determinado a encontrar uma maneira de retratar seu tema de tal forma que todos compreendessem e se simpatizassem com o assunto.


Tornem os nobres ideais fáceis de se compreender

Quando Rockwell deu enfim início a esse grande empreendimento, ele ficou novamente chocado com a dificuldade da obra. Além disso, teve também de lutar contra a doença. Seu longo e doloroso processo de exploração artística continuou. E então, de repente, ele se lembrou das palavras de seu mestre: “Entre na pintura e viva nela.” Era isso! Ele retrataria os cidadãos comuns praticando e experimentando as “Quatro Liberdades” em sua vida diária.


Ele recordou uma cena que havia testemunhado certa ocasião em que um simples trabalhador se levantou e manifestou corajosamente sua opinião em uma reunião de moradores do bairro. Essa era com certeza a representação perfeita da Liberdade de Expressão!


Rockwell empregava homens e mulheres comuns ao seu redor para que manifestassem os nobres ideais das “Quatro Liberdades” de uma maneira que fosse fácil para as pessoas compreenderem e reconhecerem.


Em sua pintura intitulada “Liberdade de Expressão”, ele não retratou um político nem uma personalidade de poder, mas sim um honesto e intrépido homem do povo. Seus protagonistas são as pessoas comuns.


“Libertar-se das Necessidades” retrata um sorridente grupo de familiares e amigos reunidos felizes, sentados a uma mesa de jantar.


“Libertar-se do Medo” apresenta uma mãe e um pai aconchegando seus filhos em segurança na cama. O pai segura na mão um jornal com manchetes sobre a guerra.


E em “Liberdade de Crença” há um grupo de homens e mulheres, jovens e idosos de várias etnias realizando uma oração.


Essas quatro pinturas foram apresentadas originariamente como capa de uma revista popular, o Saturday Evening Post. Eles despertaram uma grande reação e posteriormente as “Quatro Liberdades” influenciaram a Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. As pinturas de Rockwell também foram utilizadas em pôsteres para a Carta das Nações Unidas. [A imagem que representa “Liberdade de Expressão” no pôster das Nações Unidas era um pouco diferente do original.]


A liberdade não é um conceito abstrato e separada de nossa vida. Ela não é algo que nos é dado por outras pessoas. Tampouco é algo que pertence apenas a algumas pessoas e a outras não. A liberdade é algo que as pessoas comuns que vivem na sociedade devem conquistar dia após dia, por si sós, tornando-se sábias e fortes.


De uma certa perspectiva, nossas atividades da SGI podem ser descritas como uma batalha espiritual para conquistar a liberdade necessária para viver de forma significativa.


Fonte: 
  Brasil Seikyo, ed.1.665, 31 ago. 2002, p. A3
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