Um laço muito especial
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Um laço muito especial

Existe algo de especial no olhar de uma mãe ao observar seu filho...

Existe algo de especial no abraço com que uma mãe envolve o seu filho...

Existe algo de especial na força que uma mãe é capaz de extrair de si mesma quando é pelo seu filho...

É... Definitivamente, existe algo de muito especial nesses laços que unem mães e filhos.

Transitando pelo meu cotidiano mundo, não raro me percebo apreciando cenas que reforçam esse meu pensar. E, por mais repetidas vezes que eu as presencie, quase nunca deixam de me tocar. Por mais simples e corriqueiras que possam parecer, nessas conexões de vida parece existir centenas e milhares de pensamentos, sonhos e expectativas condensados sutilmente em gestos, olhares e palavras, e creio que deve ser isso que me impressiona.

Quando envolvem bebês, tudo chama mais a atenção, porque o seu redor parece imaculado e os sentimentos parecem mais escancarados, mesmo que às vezes apenas em silêncio. Isso não significa que essa ligação perca seu encanto com o passar do tempo. Ela evolui e se aprofunda, em meio às descobertas, aos interesses, às responsabilidades e ao duro e divertido processo das crianças se tornarem adultas para enfrentarem a realidade do mundo. É sempre interessante ouvir o “jogo” do diálogo entre mães e filhos nessas fases, quando cada qual compete pelo prevalecer do seu intento ou vontade. Jogando com todas as cartas, usando coringas, estratégias e perspicácia, nem sempre vence o que a lógica manda.

Mesmo adultos, filhos nunca estarão no mesmo patamar das mães. Estatura nunca significará a quem se deve mais respeito. Para as mães, filhos terão sempre o tamanho que lhes cabe nos braços, no olhar e no coração. E se preciso for, não sei de onde, mas tirarão e mostrarão uma força extraordinária capaz de calar qualquer homem. Filhos serão sempre a preocupação das mães, mesmo que cresçam, se tornem independentes e mesmo que não estejam mais aqui. É uma ligação que transcende tempo ou espaço ou lógica. Elas jamais se esquecerão de nós e estarão sempre juntos de nós. Mesmo que não haja vínculo sanguíneo, quando uma mulher assume-se “mãe”, ela assim torna-se, e é especial para sempre.

Gosto do Dia das Mães porque nele as pessoas podem se envolver universalmente num sentimento elevado, de gratidão. Afinal, não há ser que tenha vindo sozinho ao mundo. Uma mãe gera seu filho no ventre vivendo-o dia a dia. Durante vários meses, ela o alimenta, o protege, o nutre com sua própria vida. Ninguém conseguiria fazer isso por tantos longos meses se não fosse por um profundo sentimento de amor. Então, mesmo que hoje ela esteja ou não do nosso lado ou que ela seja até desconhecida, que ela nunca tenha tido a oportunidade de dizer o quanto, que o destino ou o carma nos tenha afastado dela, todos tivemos uma mãe, que enquanto nos formávamos como vida e ser, nos deu o seu melhor para que existíssemos.

Por isso a nossa vida é preciosa! Temos uma dívida de gratidão para com ela. Por isso temos de vivê-la também ao máximo. Independentemente de como os caminhos foram traçados depois, devemos ter orgulho pelo simples fato de termos vindo a este mundo.

Nesse último Dia das Mães, além da infinita saudade da minha, para quem orei com profunda gratidão e felicidade de tê-la como mãe, orei também para que, pelo menos naquele dia, nenhuma mãe no mundo tivesse de chorar de tristeza ou sofrimento. Orei para que, pelo menos naquele dia, todas as preciosas mães, onde estivessem e quem fossem, tivessem um dia muito, muito feliz. Sabia que a realidade da época e do mundo não permitiria ainda que essas orações fossem atendidas, mas entendi que, se existissem cada vez mais pessoas que desejassem isso, este mundo se tornaria sem falta um lugar cada vez melhor para os nossos filhos e as gerações futuras. E orei sinceramente por isso.

Nesse dia, senti ter compreendido um pouco mais o kosen-rufu que buscamos, pela felicidade de todas as pessoas do mundo, a começar das queridas mães.

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